20 de fevereiro de 2015
19 de fevereiro de 2015
Dez dias para orar e repensar no relacionamento com Deus.
Hoje é dia de orar pela busca constante ao próprio Deus. Em I Tessalonicenses 5:17 é dito para orar sem cessar. A relação espiritual com Deus implica eu sentir necessidade de ter esse contato diário, sincero e aberto com Ele. Oração não é um dever religioso, mas uma questão de vida ou morte espiritual. É contato profundo com a fonte de vida.
13 de fevereiro de 2015
Escola Dominical ataca o quarto mandamento
Os Dez Mandamentos
Neste trimestre, os irmãos da igreja Assembleia de Deus estão estudando em suas escolas dominicais o tema “Os Dez Mandamentos: Valores divinos para uma sociedade em mudança”. Até agora, tudo vinha muito bem. Estudaram o primeiro mandamento. O segundo e o terceiro. Mas eis que chega o quarto, e o esperado acontece: dizem que esse mandamento não é bem assim; é “controverso”. Temos que amar a Deus sobre todas as coisas? Sim, claro. Não devemos adorar imagens? Sem dúvida. Não tomar o nome de Deus em vão? Jamais. Lembre-se do dia de sábado – o sétimo dia da semana – para santificá-lo? Aí, não. Esse mandamento era apenas para os judeus e foi “cravado na cruz” – as desculpas de sempre. Lamentável! Será que o autor (ou autores) desse guia de estudo tem noção do estrago que está fazendo ao desencaminhar tantas pessoas? Afinal, a Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica do Brasil. Se ele (ou eles) estiver errado, estará atacando um dos dez mandamentos da sagrada e imutável (Mt 5:17-19) lei de Deus, escrita com o dedo dEle (Êx 31:18). Imagine se considerássemos o “não matarás” ou o “não adulterarás” também controversos, passíveis de interpretação? Abriríamos mais ainda a porta ao pecado e à transgressão. Então por que apenas um mandamento, o quarto, é considerado “controverso”? Vamos analisar essa questão, em benefício dos irmãos assembleianos e de todos os interessados no assunto. Para isso, é muito importante que você confira os textos bíblicos citados e acesse todos os links abaixo. E que faça isso com oração, pedindo orientação dAquele que inspirou a Palavra de Deus, o Espírito Santo.
A lição nº 6 da Escola Dominical deste trimestre (que pode ser lida aqui) começa afirmando que “o sábado é um presente de Deus para o povo de Israel” e que “a fé cristã é isenta de toda forma de legalismo”, já dando o tom do que vem a seguir. Para começo de conversa, o sábado foi dado “por causa do homem [ser humano]” (Mc 2:27), no Éden, para Adão e Eva, antes de existirem judeus ou quaisquer outros povos sobre a Terra (Gn 2:1-3). Aliás, esse texto menciona que Deus fez três coisas muito especiais e irrevogáveis no sétimo dia da criação: Ele descansou (cessou Sua obra e deu exemplo do que fazer no sábado), santificou (separou para um propósito especial) o sétimo dia e o abençoou (o que Deus abençoa ninguém pode “desabençoar”). Guardar o sábado, portanto, não tem nada a ver com legalismo, muito pelo contrário, tem a ver com celebração e adoração.
O guia prossegue: “Deus celebrou o sétimo dia após a criação e abençoou este dia e o santificou (Gn 2.2,3). Aqui está a base do sábado institucional e do sábado legal. O sábado legal não foi instituído aqui; isso só aconteceu com a promulgação da lei.” Essa separação entre o sábado institucional e o legal é inteiramente artificial. Prova disso é que em Êxodo 16, antes de terem sido dadas as tábuas com os dez mandamentos, o povo hebreu já estava sendo orientado a guardar o sábado. Neste momento, é muito importante que você leia este texto ((“O sábado antes do Sinai”) e assista a este vídeo (clique aqui)), com o mesmo título. Leia e assista com atenção, porque mais adiante o guia de estudos assembleiano chegará ao ponto de afirmar que os patriarcas não guardaram o sábado!
“O sábado institucional, portanto, não se refere ao sétimo dia da semana; pode ser qualquer dia ou um período de descanso”, afirma o guia. Como assim? De ponta a ponta, no Antigo e no Novo Testamento, a Bíblia é clara em afirmar que o sábado da lei moral (tanto o “institucional” quanto o “legal”, para usar a linguagem artificial do guia) é o sétimo dia da semana. De acordo com Êxodo 20:8-11, o sábado é o memorial da criação e deve ser guardado/celebrado justamente porque Deus criou em seis dias literais de 24 horas. Os adventistas são criacionistas exatamente (e principalmente) por esse motivo, e pregam o que está escrito em Apocalipse 14:6 e 7, ou seja, que devemos adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (numa alusão clara ao texto de Êxodo 20:8-11). Se o sábado pode ser qualquer dia da semana, por que os evangélicos insistem, então, no domingo? Não deveriam guardar nem defender qualquer dia santo, e simplesmente riscar da Bíblia deles o quarto mandamento.
Como eu havia dito há pouco, o guia afirma que “os patriarcas não guardaram o sábado. O livro de Gênesis não menciona os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó observando o sábado”. Se isso fosse critério para a nossa vida, poderíamos adotar a poligamia, já que alguns patriarcas tiveram mais de uma esposa, e dispensar de vez o dom de línguas dos pentecostais, já que nenhum patriarca (aliás, nenhum dos servos de Deus na Bíblia) jamais falou as tais “línguas estranhas”(na verdade, Deus concede Seu Espírito àqueles que Lhe obedecem: At 5:32). Apesar de seus deslizes, os patriarcas procuraram ser fieis à lei de Deus (conforme você já deve ter visto nos links acima), e a lei de Deus inclui o sábado. (Sobre o sábado através dos séculos, leia este texto [aliás, leia todo o conteúdo desse site].)
Outra mentira: “Nenhum outro povo na história recebeu a ordem para guardar esse dia [o sábado]; é exclusividade de Israel (Êx 31.13,17 [esse texto menciona os filhos de Israel, e eu me considero um deles]).” Que falta faz ler a Bíblia com atenção. Veja isto: “Bem-aventurado o homem [aqui não diz judeu] que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto; que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua mão de fazer algum mal. E não fale o filho doestrangeiro, que se houver unido ao Senhor, dizendo: Certamente o Senhor me separará do Seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que sou uma árvore seca. Porque assim diz o Senhor a respeito dos eunucos, que guardam os Meus sábados, e escolhem aquilo em que Eu Me agrado, e abraçam a Minha aliança: Também lhes darei na Minha casa e dentro dos Meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao Senhor, para O servirem, e para amarem o nome do Senhor, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte, e os alegrarei na Minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar; porque a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (56:1-8; os grifos em “estrangeiro” e “todos” são meus, justamente para destacar o fato de que Deus deseja que todas as pessoas guardem Seus mandamentos, inclusive o sábado.)
Outro ponto: “O sábado e a circuncisão são os dois sinais distintivos do povo judeu ao longo dos séculos (Gn 17.11).” Igualar o sábado (estabelecido antes do pecado) com a circuncisão (depois do pecado) é outra leviandade. Como vimos, o sábado foi dado para a humanidade e é eterno, pois será guardado inclusive na nova Terra (Is 66:22, 23). Já a circuncisão, de fato, foi dada aos descendentes de Abraão e foi revogada pelos apóstolos (At 15:1-31). Em Romanos 2:25-29, Paulo chega a dizer que é inútil ser circuncidado e não guardar a lei de Deus.
“A expressão ‘Lembra-te do dia do sábado, para o santificar’ (Êx 20.8) remete a uma reminiscência histórica e, sem dúvida alguma, Israel já conhecia o sábado nessa ocasião. Mas parece [parece?] não ser referência ao sábado da criação.” Simplesmente absurdo! Como não se trata de referência ao sábado da criação, se o próprio texto dá o motivo pelo qual o sábado deve ser lembrado e guardado? “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (v. 11).
O guia passa a usar Jesus com o objetivo de continuar descaracterizando o mandamento que o próprio Mestre guardou (Lc 4:16): “O Senhor Jesus Cristo disse mais de uma vez que a guarda do sábado é um preceito cerimonial. Ele colocou o quarto mandamento na mesma categoria dos pães da proposição (Mt 12.2-4).” Nada a ver! Jesus comparou a atitude dos discípulos de matar a fome no sábado (o que, definitivamente, não é pecado) com a dos homens de Davi, que só tinham os pães da proposição para comer e lhes foi permitido fazer isso. A lição é clara: Deus ama os seres humanos e criou a lei para eles e não eles para a lei. Os fariseus legalistas distorceram muitos mandamentos de Deus, inclusive o sábado, e Jesus veio ensinar a correta observância de Sua lei. Imagine o Cristo do Sinai (o Eu Sou de João 8:58) dizendo algo assim: “No monte Sinai Eu lhes dei Meus mandamentos, agora venho lhes dizer que aboli somente o quarto.” Faz sentido? Mas faz muito sentido o próprio Legislador ter vindo para ensinar como devemos guardar Sua lei. Só Ele tem autoridade para isso.
Veja mais esta: “Se o oitavo dia da circuncisão do menino coincidir com um sábado, ela tem que ser feita no sábado, nem antes e nem depois. Assim, Jesus mais uma vez declara o quarto mandamento como preceito cerimonial e coloca a circuncisão acima do sábado.” Típico argumento non sequitur, ou seja, uma ideia não tem nada a ver com a outra e não se segue a ela. Se preferir, pode chamar também de “balaio de gato”. Sinceramente, quem escreveu essas coisas terá que dar contas a Deus! Circuncisão era uma atividade religiosa, assim como o culto de sábado, a visita aos doentes, etc. Que pecado há em se praticar essas coisas no sábado? Onde está escrito isso? Pelo contrário, a Bíblia diz que “é lícito fazer bem aos sábados” (Mt 12:12). Essas coisas não são atividades seculares nem são remuneradas. Por que Deus “trabalha” no sábado? (Jo 5:17). Porque a atividade dEle consiste unicamente em manter-nos a todos com vida. A atividade de Deus é essencialmente “religiosa” e plenamente de acordo com o espírito do sábado. Francamente, não usemos Deus o Pai nem o Filho para sancionar nossas transgressões! Isso é grave!
Com isto eu tenho que concordar: “Jesus é o Senhor do sábado (Mc 2.28). O sábado veio de Deus e somente Ele tem autoridade sobre essa instituição.” E Ele em momento algum, em versículo nenhum sequer sugeriu que o sábado devesse ser substituído pelo domingo. Na verdade, em Mateus 24:20, Ele antevê Seus seguidores ainda guardando o sábado, quatro décadas no futuro. Se Ele fosse transferir o dia de guarda ou abolir o sábado, certamente teria feito algum comentário a respeito disso.
Outro absurdo: “O primeiro culto cristão aconteceu no domingo e da mesma forma o segundo (Jo 20.19, 26).” O quê? Aqui é melhor citar o texto na íntegra: “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-Se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco” (v. 19). Eles estavam fazendo culto? Onde é dito isso? Estavam era com medo de ser mortos como o Mestre havia sido. Como podiam estar celebrando a ressurreição, se ainda nem criam nesse evento? E o verso 26 diz que Jesus tornou a aparecer oito dias depois, ou seja, numa segunda-feira.
Mais uma mentira: “O dia do Senhor foi instituído como o dia de culto, sem decreto e norma legal, pelos primeiros cristãos desde os tempos apostólicos (At 20.7; 1Co 16.2; Ap 1.10). É o ‘sábado’ cristão! O sábado legal e todo o sistema mosaico foram encravados na cruz (Cl 2.16,17), foram revogados e anulados (2Co 3.7-11; Hb 8.13). O Senhor Jesus cumpriu a lei (Mt 5.17,18), agora vivemos sob a graça (Jo 1.17; Rm 6.14).” O texto de 1 João 2:4 parece servir como uma luva em quem afirma coisas como essas. Os primeiros cristãos, a começar por Maria, mãe de Jesus (Lc 23:56; texto escrito 30 anos depois), e os apóstolos guardavam o sábado (At 16:13). João, no Apocalipse, lá pelo ano 100 d.C., disse ter sido arrebatado em visão no “dia do Senhor” (Ap 1:10), que, na Bíblia, é o sábado (Lc 6:5; leia também isto). Quem ousou mudar o dia de repouso foi o imperador pseudocristão/pagão Constantino, em 7 de março 323 d.C., tendo depois o aval da Igreja Católica Apostólica Romana. Essa igreja, pelo menos, tem um argumento “lógico” para o que fez: a autoridade do papa, que eles consideram até superior à da Bíblia. Mas como ficam os evangélicos, ao perceber que não existe base bíblica para se guardar o domingo? Têm que admitir que obedecem a um mandamento católico...
Quanto a Colossenses 2:16 e 17, ali lemos o seguinte: “Ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,
que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” O sábado da lei moral, estabelecido na criação do mundo, não era sombra de coisas futuras, pois, como já vimos, foi dado à humanidade antes do pecado. As cerimônias do santuário (a chamada “lei “lei cerimonial” cerimonial”), essas, sim, foram abolidas na cruz, pois apontavam para Jesus, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Leia novamente Colossenses 2:16 e 17. Algum mandamento do Decálogo menciona comidas, bebidas ou dias de festas? Claro que não. Isso pertence às cerimônias do santuário. As festas judaicas – como Páscoa, Primícias, Dia da Expiação – eram feriados nacionais, dias de descanso, por isso também chamadas de sábados, mas eram distintas do sábado semanal do quarto mandamento.
que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” O sábado da lei moral, estabelecido na criação do mundo, não era sombra de coisas futuras, pois, como já vimos, foi dado à humanidade antes do pecado. As cerimônias do santuário (a chamada “lei “lei cerimonial” cerimonial”), essas, sim, foram abolidas na cruz, pois apontavam para Jesus, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Leia novamente Colossenses 2:16 e 17. Algum mandamento do Decálogo menciona comidas, bebidas ou dias de festas? Claro que não. Isso pertence às cerimônias do santuário. As festas judaicas – como Páscoa, Primícias, Dia da Expiação – eram feriados nacionais, dias de descanso, por isso também chamadas de sábados, mas eram distintas do sábado semanal do quarto mandamento.
E a conclusão do guia da Assembleia de Deus é a seguinte: “A palavra profética anunciava o fim do sábado legal (Jr 31.31-33; Os 2.11). Isso se cumpriu com a chegada do novo concerto (Hb 8.8-12). Exigir a guarda do sábado como condição para a salvação não é cristianismo e caracteriza-se como doutrina de uma seita.” Aqui fica claro a quem eles querem atacar. Nenhum adventista do sétimo dia esclarecido crê ou ensina que a salvação se conquista pela guarda do sábado. Isso seria absurdo, e o guia mente uma vez mais. Cremos que a salvação é pela graça (Ef 2:8), inteiramente pelos méritos de Cristo. Obedecemos à lei de Deus porque entendemos que Ele sempre quer o melhor para nós (Sl 119:97); porque ela é como um espelho que mostra o pecado em nós mesmos (Tg 1:23-25) e aponta para Jesus como a solução. A lei diagnostica o pecado; Jesus perdoa. Amamos a Cristo e por isso obedecemos aos Seus mandamentos (Jo 14:15). Se isso é ser “seita”, prefiro pertencer a essa seita. Os primeiros cristãos também enfrentaram esse tipo de acusação (At 24:14).
O guia de estudos da Assembleia de Deus deste trimestre acusa na capa a sociedade de estar em mudança, mas se esquece de que os evangélicos aceitaram uma mudança muito pior que a da sociedade: a mudança na lei de Deus, promovida pelo poder descrito em Daniel 7:25 e Apocalipse 13. Oro para que muitas pessoas sinceras, ao estudar esse guia da Escola Dominical, sejam despertadas pelo Espírito Santo, façam perguntas, questionem a si mesmas e a seus líderes, e tenham a humildade de reconhecer o verdadeiro Deus Criador e Seu memorial eterno da criação.
Michelson Borges
Assista a vídeos sobre o sábado, do programa Na Mira da Verdade (clique aqui).
Para saber mais: leia os livros do sábado para o Domingo e O sábado na Bíblia
Lição 8 - Palavras de sabedoria de 14 a 21 de fevereiro
Sábado à tarde - Ano Bíblico: Nm 9–11
VERSO PARA MEMORIZAR:
“Cada qual entre os homens apregoa a sua bondade; mas o homem fiel, quem o achará?” (PV 20:6, ARC).
Leituras da Semana:
Pv 20; 1Co 12:14-26; Jr 9:23, 24; Pv 21; Mt 25:35-40; Pv 22
Até certo grau (na verdade, em grande grau), todos somos produtos do nosso meio. Embora a hereditariedade tenha um papel muito importante, os valores que possuímos provêm daquilo que nos cerca: nosso lar, nossa educação, nossa cultura. Desde a infância somos influenciados pelo que vemos e ouvimos.
Infelizmente, o que vemos e ouvimos nem sempre é o melhor; o mundo ao nosso redor está caído em todos os aspectos, e não pode deixar de nos influenciar negativamente. Contudo, foi-nos dada a promessa do Espírito Santo, e possuímos a Palavra de Deus, que nos mostra algo melhor e mais elevado do que o que é mostrado pelo mundo.
Nesta semana examinaremos vários provérbios e as verdades práticas que eles expressam – verdades que, se internalizadas e seguidas, podem, de fato, nos ajudar a vencer a negatividade deste mundo caído e preparar-nos para um mundo melhor.
Adventistas em todo o mundo estarão unidos no grande movimento de oração!
Domingo - Ano Bíblico: Nm 12–14
Somos todos iguais
1. Leia Provérbios 20:12. O que essa passagem nos ensina sobre o valor de todos os seres humanos?
Diferentemente da teoria da evolução, que nos considera a todos apenas como produto do acaso num universo impessoal, a Bíblia nos ensina que todos os seres humanos foram criados por Deus (veja também Atos 17:26). Não foi por acaso que Thomas Jefferson afirmou a igualdade de todos os seres humanos com base, precisamente, no fato de terem sido criados por Deus. É no Senhor, e apenas nEle, que se baseia nossa igualdade.
Embora todos tenhamos o mesmo Criador, isso não significa que sejamos todos idênticos. Nem mesmo gêmeos idênticos se comportam exatamente da mesma forma. Em sua carta aos coríntios, Paulo fala sobre nossas diferenças, e enfatiza que elas não devem levar a um senso de superioridade, mas que, em vez disso, devem nos ajudar a ver a necessidade que temos uns dos outros. “Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós” (1Co 12:21).
2. Leia Provérbios 20:9. O que mais nos torna todos iguais?
O pecado é outro equalizador universal. O pronome “ninguém”, que é a resposta à pergunta retórica encontrada nesse provérbio, evidencia a trágica e irremediável condição da humanidade. Os seres humanos são todos fracos e mortais, e nem todo o dinheiro e poder do mundo poderão mudar isso. Contudo, no contexto da Bíblia, essa referência à pecaminosidade humana não deve nos levar ao desespero, porque a morte de Jesus na cruz e Sua ressurreição abriram caminho para que qualquer pessoa, não importa quão pecadora seja, tenha a promessa da vida eterna. Essa vida eterna vem unicamente pela fé nEle, não pelas nossas obras.
“Se o homem não pode, por qualquer de suas boas obras, merecer a salvação, então ela tem que ser inteiramente pela graça, recebida pelo ser humano como pecador, porque ele aceita a Jesus e crê nEle. A salvação é inteiramente um dom gratuito. A justificação pela fé está fora de controvérsia. E toda essa discussão estará terminada logo que seja estabelecida a questão de que os méritos do homem caído, em suas boas obras, jamais poderão obter a vida eterna para ele” (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 20).
Alguma vez você já se surpreendeu abrigando o sentimento de ser superior (ou inferior) a outras pessoas? Em caso positivo, o que a cruz lhe diz sobre a igualdade de todos nós?
Prepare sua família e sua igreja para os dez dias de oração e as dez horas de jejum!
Segunda - Ano Bíblico: Nm 15, 16
O teste da vida
“As suas obras os acompanham”, diz Apocalipse 14:13 com respeito à recompensa dos justos. Somente o futuro testificará do verdadeiro valor de cada pessoa. Indivíduos podem se vangloriar hoje de sua riqueza, de seu conhecimento, de suas proezas físicas, e talvez tudo isso seja verdade. Mas, o que essas coisas significam aos olhos de Deus? Muitas vezes fica demonstrado que as características, as consecuções e as realizações que os seres humanos exaltam como importantes ou admiráveis são, na verdade, refugo inútil. Basta você olhar para alguns dos personagens muitas vezes desprezíveis da indústria do entretenimento, que são idolatrados pelos fãs. Aquilo que idolatramos apresenta um poderoso testemunho de quão caídos estamos.
3. Leia Provérbios 20:6 (veja também Jeremias 9:23, 24; Marcos 9:35). O que essas passagens estão nos dizendo sobre o que tem real valor para Deus?
Não é um ato isolado e sensacional de amor ou sacrifício que demonstra a alta qualidade de nossos relacionamentos, mas a longa série regular de pequenos atos que realizamos dia a dia, pacientemente e sem falta. A refeição diária servida para seu cônjuge, a constante atenção a um pai ou mãe doente, o esforço contínuo no seu trabalho; todos esses atos humildes, ao longo da vida, são evidências de que sua fé é autêntica. A fidelidade perseverante é mais valiosa do que atos de amor intensos, mas raros.
Esse princípio vale também para nosso relacionamento com Deus. É mais difícil e mais valioso viver para Deus do que morrer por Ele: se não por nenhuma outra razão, ao menos pelo fato de que viver requer mais tempo do que morrer. É maior o santo que vive por Deus do que o mártir que morre por Ele. Qualquer um pode afirmar que crê em Deus e que O serve; a pergunta é: Até quando isso vai durar? Como Jesus disse: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13).
Por meio da paciência, da bondade e da disposição para suprir as necessidades dos outros, você pode revelar a alguém um pouco do caráter de Cristo? Você está disposto a fazer isso, não importa qual o custo para si mesmo?
Comece por você! Faça planos de orar todos os dias por um propósito espiritual!
Terça - Ano Bíblico: Nm 17–19
Esperar pelo Senhor
4. Leia Provérbios 20:17 e 21:5. Que lição prática podemos encontrar nessas passagens?
O ladrão que rouba pão o obtém mais rapidamente do que alguém que precisa trabalhar para adquiri-lo. O vendedor que mente para vender mercadorias de má qualidade pode se tornar rico mais depressa do que o comerciante honesto (compare Provérbios 21:5 com o versículo seguinte). Contudo, diz o provérbio, o futuro transformará a suavidade em “pedrinhas de areia”, e a riqueza adquirida com rapidez se transformará em pobreza. A passagem dá vários exemplos para ilustrar a veracidade dessa afirmação:
1. A herança (Pv 20:21). A menção de uma herança obtida com demasiada rapidez (dando a entender que os pais ainda estão vivos) vem após a condenação daquele que amaldiçoa seus pais (Pv 20:20). A associação desses dois provérbios é significativa. É como se o filho (ou a filha) amaldiçoasse os pais e também quisesse vê-los mortos. Talvez tivesse até planejado a morte dos pais para obter a herança. O futuro desse comportamento é trágico: a lâmpada da qual ele atualmente desfruta a luz se tornará em “densas trevas” (v. 20) e a maldição que ele pronunciou contra os pais se voltará contra ele, pois “o seu fim não será bendito” (v. 21, ARC).
2. A vingança (Pv 20:22). Dessa vez o provérbio se destina à vítima que pode ser tentada a buscar a vingança pelo mal que foi cometido contra ela. O conselho é, simplesmente: “Espera pelo Senhor.” Somente então você obterá livramento, o que implica que se você buscar a vingança, estará correndo sério risco. Provérbios 25:21, 22 enfatiza a mesma instrução, usando a metáfora de amontoar brasas vivas na cabeça do inimigo, um ritual egípcio que expressa arrependimento e conversão. Se você se abstiver da vingança, como é prometido em Provérbios 20:22, você será salvo pelo Senhor e, nesse processo (como acrescenta Provérbios 25:21, 22), você salvará seu inimigo, vencendo assim o mal com o bem (Rm 12:21).
Como você pode aprender a imitar o caráter de Cristo no aspecto de vencer o mal com o bem? Por que isso é tão contrário à nossa natureza? Por que a morte para o eu é a única maneira de alcançar esse fim?
Se você nunca jejuou, terá uma grande oportunidade no próximo dia 28! Ore por isso!
Quarta - Ano Bíblico: Nm 20, 21
Compaixão pelos pobres
O caráter de alguém não é medido tanto pela sabedoria, nem mesmo pelos compromissos religiosos, mas pela disposição para ajudar os pobres e os necessitados. Seu caráter não é formado pelo que você tem, mas pelo que você dá a seu próximo. A medida de seu caráter é quem você é para seu próximo. O samaritano que salva o próximo está mais perto do reino de Deus do que o sacerdote espiritual (Lc 10:26-37). O livro de Provérbios enfatiza e explica essa prioridade.
Por amor a Deus: A primeira razão para fazer disso uma prioridade está no próprio Deus, que prefere a compaixão humana pelos pobres ao nosso zelo religioso (Pv 19:17; 21:13). Sua sensibilidade para com os pobres e seus atos concretos em favor deles contam mais para Deus do que qualquer de seus atos religiosos. Na verdade, Ele está pessoalmente envolvido nessa obra, de forma que, quando damos aos pobres, é como se estivéssemos dando ao próprio Deus (Mt 25:35-40).
5. Leia Mateus 25:35-40. O que isso nos diz sobre a maneira pela qual Jesus Se identifica intimamente com os necessitados? De que forma essa verdade afeta a maneira de nos relacionarmos com essas pessoas?
Por amor aos pobres: A segunda razão está na pessoa pobre, que é tanto criatura de Deus quanto a rica (Pv 22:2). A igualdade entre os seres humanos, com base no fato de que Deus os criou a todos, torna o pobre tão digno de atenção quanto o rico. Devemos amar nosso próximo pelo que ele é: um ser feito à imagem de Deus.
Ao mesmo tempo, pense em como o ato de ajudar os necessitados faz bem a você. Nossa natureza básica é egoísta; automaticamente temos a tendência de pensar em nós mesmos antes e acima dos outros. Ao nos doarmos, aprendemos a morrer para nós mesmos e a refletir melhor o caráter de Cristo. O que é de mais valor para nós do que isso?
Você obtém maior senso de satisfação pessoal quando ajuda os necessitados do que quando faz coisas apenas para si mesmo?
Mais de 17 milhões de pessoas estarão unidas em oração! Amanhã começaremos esse movimento!
Quinta - Ano Bíblico: Nm 22–24
Educação
A palavra hebraica para “educação” vem de um termo que significa “edificar” e “começar”. Todos esses significados estão contidos na ideia hebraica de educação: quando ensinamos uma criança (Pv 22:6), edificamos, começamos e lançamos o alicerce para o futuro. Os pais e educadores são, portanto, responsáveis pelo futuro das crianças e, por implicação, pelo futuro do mundo. O que fazemos com nossas crianças hoje afetará a sociedade nas gerações futuras.
6. Leia Provérbios 22:6. O que isso diz sobre a importância de educar corretamente as crianças?
É significativo que a palavra hebraica para “educar” é a mesma palavra usada para a consagração do templo (1Rs 8:63). A educação inicial que recebemos na vida tem a mesma influência do templo: tem um impacto sobre nossa salvação que se estende para além de nossa própria vida. “Aos pais é comissionada a grande obra de educar e preparar os filhos para a vida futura e imortal” (Ellen G. White,
Orientação da Criança, p. 38). Tal educação tem um efeito eterno. O apóstolo Paulo parece ter se referido a esta passagem quando elogiou Timóteo por sua educação desde criança no conhecimento das “Sagradas Letras, que [podiam torná-lo] sábio para a salvação” (2Tm 3:15).
Orientação da Criança, p. 38). Tal educação tem um efeito eterno. O apóstolo Paulo parece ter se referido a esta passagem quando elogiou Timóteo por sua educação desde criança no conhecimento das “Sagradas Letras, que [podiam torná-lo] sábio para a salvação” (2Tm 3:15).
7. Leia Provérbios 22:8, 15. Que princípios encontramos nesses versos?
A educação pode ser comparada à atividade de semear. O futuro de nossa sociedade e de nossos filhos depende do que semeamos. Se nossa semente foi a “injustiça”, então nossa educação (“a vara”) falhará, e segaremos males (v. 8). Se nossa semente tocar o coração das crianças (v. 15), então a vara de nossa educação afastará da criança sua insensatez.
Frequentemente ensinamos a outros (especialmente as crianças) pelo nosso exemplo. Pense sobre seu exemplo. Que tipo de legado você está deixando? Seu exemplo poderia ser melhor em alguma área? Em caso afirmativo, qual?
Necessidade de oração: Vamos orar hoje para que Deus nos dê perseverança para buscá-Lo constantemente por meio da oração.
Sexta - Ano Bíblico: Nm 25–27
Estudo adicional
“Os pais devem ser modelos de veracidade, pois essa é a lição diária que deve ser impressa no coração da criança. Princípios firmes devem governar os pais em todos os negócios da vida, especialmente na educação e no preparo dos filhos. ... Pais, nunca mintam nem digam uma inverdade por preceito nem exemplo. Se quiserem que seus filhos sejam verdadeiros, sejam fiéis vocês mesmos (Ellen G. White, Orientação da Criança, p. 151).
“Muitos pais e mães parecem pensar que, se alimentarem e vestirem seus pequenos, educando-os segundo a norma do mundo, terão cumprido o seu dever. Estão ocupados demais com negócios ou prazeres para tornarem a educação dos filhos o estudo de sua vida. Não procuram educá-los de tal maneira que eles venham a empregar os talentos para a honra de Seu Redentor. Salomão não disse: ‘Dize ao menino o caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.’ Mas: ‘Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele’” (Pv 22:6, ARC; Ibid., p. 38).
Perguntas para reflexão
1. Reflita mais na ideia de Provérbios 22:6. Muitos pais fizeram um bom trabalho ao criar seus filhos, mas quando adultos esses filhos fazem más escolhas. Por que, ao considerar o significado dessa passagem, nunca devemos nos esquecer da realidade do livre-arbítrio e da realidade do grande conflito?
2. Dê mais uma olhada na pergunta para reflexão que está no fim da lição de quarta-feira. O que ela nos diz sobre nós mesmos quando obtemos um senso de satisfação ao ajudar os outros, especialmente quando não recebemos nada em troca? O que essa verdade deve nos dizer sobre o porquê de muitas pessoas que possuem tanto das riquezas deste mundo serem infelizes?
3. Embora não sejamos todos iguais em talentos, educação, experiência e assim por diante, somos iguais no que é mais importante: todos precisamos da cruz para ser salvos. O que isso deve nos ensinar sobre a igualdade e o valor básico de todos os seres humanos? Como essa verdade deve afetar nossa maneira de tratar todas as pessoas?
Respostas sugestivas: 1. Todos os seres humanos são iguais porque foram criados por Deus. 2. O fato de sermos todos pecadores. 3. O que tem verdadeiro valor para Deus são a fidelidade, o relacionamento com Ele e o serviço em favor de outros. 4. A pressa em conseguir as coisas leva à infelicidade e à miséria. 5. Sempre que fazemos algo em favor de um necessitado, é como se estivéssemos fazendo ao próprio Cristo. O amor a Deus nos faz ter amor por Seus filhos. 6. Quando ensinamos uma criança, estamos promovendo em seu futuro um impacto que se estende para além desta vida. 7. Se educarmos mal a criança, colheremos males. Mas, se a educarmos bem, a criança será afastada da insensatez natural do coração humano.
Deus ouve a oração do humilde: Hoje é dia de orar por mais humildade e dependência de Deus em tudo.
8 de fevereiro de 2015
Estudo de Provérbios - Lição 7 - Como lidar com as contendas de 7 a 14 de fevereiro
Sábado à tarde - Ano Bíblico: Lv 17–19
VERSO PARA MEMORIZAR:
“Melhor é um bocado seco e tranquilidade do que a casa farta de carnes e contendas” (Pv 17:1).
Leituras da Semana:
Pv 17; 1Co 13:5-7; Jo 8:1-11; Pv 18; Pv 19; Dt 24:10-22
O livro de Provérbios condena novamente o engano das aparências.
Podemos parecer ter tudo o que o mundo oferece – riqueza, poder, prazer, fama – mas, por trás da fachada, podem estar florescendo a tensão e a miséria. É até possível que a causa dessa tensão e miséria seja precisamente a riqueza e o prazer que as pessoas tanto lutam para alcançar. Como declara um provérbio egípcio: “Melhor é o pão com um coração feliz do que a riqueza com aborrecimento” (Miriam Lichtheim, “Instructions”, Ancient Egyptian Literature: A Book of Readings, v. 2, p. 156). De acordo com o livro de Provérbios, o primeiro passo para resolver esse problema é reconhecer quais são nossas prioridades: relacionamentos harmoniosos são mais importantes do que a riqueza (Pv 17:1). O que conta não é tanto o que temos, mas quem somos no íntimo. O conselho que vem a seguir ajudará a restaurar essa prioridade e a nos levar à paz interior (shalom, no hebraico) que aumentará nossa felicidade.
Pratique uma ação solidária a cada semana: Visite uma pessoa de sua comunidade, ore com ela, leia a Bíblia para ela e ajude-a em suas necessidades materiais. Assim, você verá milagres na vida dela e também em seu coração.
Domingo - Ano Bíblico: Lv 20–22
O pecado e os amigos
1. Leia Provérbios 17:9; 19:11. Que ideia crucial está sendo apresentada nessas passagens? Como devemos tratar as pessoas que caem?
Quando alguém comete um erro, é tão tentador espalhar a história, contar tudo aos outros! “Você sabe o que fulano fez?” Embora possamos agir como se estivéssemos chocados com o ato, ainda gostamos de contar aos outros o que aconteceu. Em resumo: estamos fazendo fofoca, e é contra isso que estamos sendo advertidos, porque esse comportamento irá gerar contendas, mesmo entre amigos chegados. Afinal de contas, se um amigo seu comete um erro, que tipo de amigo é você se sai contando isso para outras pessoas?
Em vez disso, somos advertidos a “encobrir” o erro. Isso não deve indicar, porém, que tenhamos que esconder o pecado, agir como se ele nunca tivesse acontecido, como se a pessoa nunca tivesse cometido o erro. O pecado que é encoberto ainda existe, embora escondido. Na verdade, a palavra hebraica usada nessa expressão tem a conotação específica de “perdoar” (Sl 85:2; Ne 4:5). O amor, não a fofoca, deve ser nossa resposta ao erro da outra pessoa.
Em vez disso, somos advertidos a “encobrir” o erro. Isso não deve indicar, porém, que tenhamos que esconder o pecado, agir como se ele nunca tivesse acontecido, como se a pessoa nunca tivesse cometido o erro. O pecado que é encoberto ainda existe, embora escondido. Na verdade, a palavra hebraica usada nessa expressão tem a conotação específica de “perdoar” (Sl 85:2; Ne 4:5). O amor, não a fofoca, deve ser nossa resposta ao erro da outra pessoa.
2. Leia Provérbios 17:17 e 1 Coríntios 13:5-7. Como o amor ajuda a lidar com o erro de um amigo ou irmão?
Ninguém ama seu cônjuge porque ele é perfeito. Ele é amado a despeito de seus erros e falhas. Somente através do amor aprendemos a não julgar os outros, porque, com nossas próprias faltas e falhas, poderíamos ser tão culpados quanto eles. Em vez disso, podemos, junto com eles, lamentar o que fizeram, e procurar ajudá-los, de todos os modos que pudermos, a resolver o problema. Afinal de contas, para que são os amigos e irmãos senão para isso?
Pense numa ocasião em que você cometeu um grande erro e foi perdoado, teve suas necessidades atendidas e foi confortado. O que isso lhe diz sobre o dever de fazer o mesmo por outros?
Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/
Segunda - Ano Bíblico: Lv 23–25
Seja justo!
O verdadeiro amor não é cego. O fato de “encobrirmos” o erro de alguém por meio do amor não significa que não vejamos o pecado e que não o reconheçamos como tal. O amor e a justiça andam juntos. A palavra hebraica para “justiça”, tsedeq, também significa “amor”, “caridade”. Não podemos ter verdadeira compaixão se não somos justos, e não podemos ser justos se não tivermos compaixão e amor. Os dois conceitos precisam estar juntos.
Por exemplo, o exercício da caridade para com os pobres não deve ocorrer às custas da justiça; daí a recomendação de que não se deve favorecer o pobre no tribunal (Êx 23:3). Se, por um lado, o amor nos obriga a ajudar os pobres, por outro lado seria injusto favorecê-los quando estão errados, só pelo fato de serem pobres. Portanto, a justiça e a verdade devem cooperar com o amor e a compaixão. Esse sábio equilíbrio, que caracteriza a Torah, a lei de Deus, é ensinado e promovido no livro de Provérbios.
3. Leia Provérbios 17:10; 19:25. O que essas passagens dizem sobre a necessidade de repreensão e confrontação?
Não é por acaso que Provérbios 17:10 vem logo depois da ordem para encobrir o erro por meio do amor (Pv 17:9). A menção da “repreensão” em conexão com o “amor” coloca o amor na perspectiva correta. O texto subentende uma forte censura.
4. Leia João 8:1-11. Como Jesus lidou com o pecado aberto?
“Em Seu ato de perdoar essa mulher e animá-la a viver vida melhor, resplandece na beleza da perfeita justiça o caráter de Jesus. Conquanto não tivesse usado de paliativos com o pecado, nem diminuído o sentimento da culpa, procurou não condenar, mas salvar. O mundo não tinha senão desprezo e zombaria para essa transviada mulher; mas Jesus proferiu palavras de conforto e esperança. O Inocente Se compadeceu da fraqueza da pecadora, e estendeu-lhe a mão pronta a ajudar. Enquanto os fariseus hipócritas denunciaram, Jesus lhe recomendou: ‘Vai-te, e não peques mais’” (Jo 8:11, ARC; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 462).
Terça - Ano Bíblico: Lv 26, 27
Palavras, novamente
5. Leia Provérbios 18. Concentre-se no que essa passagem tem a dizer sobre as palavras. Que importantes conceitos são apresentados com respeito ao que dizemos ou ao que não dizemos?
Somos novamente confrontados com a realidade e o poder das palavras; nesse caso, vemos como os insensatos usam a boca para sua própria destruição. O verso 13 é especialmente esclarecedor. Quão fácil é falar antes de ouvir cuidadosamente e discernir o que nos foi dito! Quantas vezes poderíamos ter poupado a nós mesmos, e a outros, de dor e contenda desnecessárias se tão somente tivéssemos aprendido a refletir cuidadosamente no que acabamos de ouvir, antes de responder. Há ocasião em que o silêncio é verdadeiramente a melhor resposta.
6. Leia Provérbios 18:4. Por que as palavras do sábio são como águas profundas?
A figura das “águas profundas” é usada positivamente no livro de Provérbios para representar a sabedoria (Pv 20:5). Transmite a ideia de calma, mas também de profundidade e de riqueza. Os sábios não são superficiais. Eles tiram suas palavras das profundezas da reflexão pessoal e da experiência. Quem nunca se maravilhou com os profundos pensamentos e ideias daqueles que, obviamente, têm sabedoria e conhecimento?
7. Leia Provérbios 18:21. O que essa passagem significa?
Provérbios nos diz novamente o que já deveríamos saber: nossas palavras são poderosas e podem ser uma força para o bem ou para o mal, e mesmo para a vida e para a morte. Quão cuidadosos precisamos ser, portanto, com nossa maneira de usar esse poderoso instrumento!
Pense sobre uma ocasião em que as palavras de alguém magoaram você terrivelmente. O que isso deveria ter-lhe ensinado sobre quão poderosas são as palavras e quanto cuidado você precisa ter com o que diz?
Quarta - Ano Bíblico: Nm 1–3
Dois lados de uma história
8. Leia Provérbios 18:2. Por que os insensatos não precisam de tempo para formar suas opiniões?
Os insensatos são tão seguros de si e tão ávidos para expressar suas próprias opiniões que não estão interessados em aprender com outros. Sua mente fechada combina com sua boca aberta, e esta é uma combinação mortal. Quanto cuidado precisamos ter para não fazer a mesma coisa, especialmente num assunto sobre o qual estamos convencidos de que estamos certos!
Afinal de contas, todos nós, em algum momento, já tivemos opiniões fortes sobre um assunto e depois descobrimos que estávamos errados! Isso não significa que devamos ser indecisos em nossos pontos de vista; significa apenas que precisamos de um pouco de humildade, pois nenhum de nós tem todas as respostas certas, e mesmo quando nossas respostas estão certas, a verdade é muitas vezes mais profunda e multifacetada do que podemos apreciar ou compreender.
9. Leia Provérbios 18:17. Que ideia importante é apresentada?
Só Deus não precisa de uma segunda opinião, exatamente porque, devido à Sua natureza, Ele já a possui, uma vez que Seus olhos estão em todo lugar (Pv 15:3). Deus tem a capacidade de ver todos os lados de qualquer assunto. Nós, em contraste, geralmente temos uma visão bem estreita de tudo; uma visão que tende a ficar ainda mais estreita quando ficamos obcecados num ponto de vista, especialmente em assuntos que julgamos ser importantes.
Como já deveríamos saber, contudo, sempre há dois ou mais lados em toda história e, quanto mais informações tivermos, melhor poderemos formar um conceito correto sobre determinado assunto.
Pense numa ocasião em que você estava absolutamente convencido de alguma coisa, talvez um ponto de vista que tivesse defendido a vida toda, e depois descobriu que estivera errado todo esse tempo. O que isso devia lhe dizer sobre sua necessidade de estar aberto à possibilidade de que você pode estar errado com respeito a coisas nas quais acredita fervorosamente agora?
Quinta - Ano Bíblico: Nm 4–6
Seja verdadeiro
Um rei precisava nomear um novo ministro para o cargo mais alto de seu reino. Com esse propósito, organizou uma competição especial: quem seria capaz de contar a maior mentira. Todos os seus ministros se candidataram para participar e, cada um veio e contou sua maior mentira. Mas o rei não ficou satisfeito, já que as mentiras deles pareciam esfarrapadas. O rei então perguntou a seu conselheiro mais chegado e de mais confiança: “Por que você não se candidatou?”
O conselheiro respondeu: “Desculpe desapontá-lo, Majestade, mas não posso me candidatar”.
“Por que não?”, perguntou o rei.
“Porque eu nunca minto”, respondeu o conselheiro.
O rei decidiu nomeá-lo para o cargo.
Por sermos pecadores, a mentira é mais fácil para nós do que pensamos; por essa razão, é preciso salientar novamente o cuidado que devemos ter com nossas palavras!
10. Leia Provérbios 19. Embora muitos temas sejam apresentados, o que o capítulo diz sobre a mentira?
O livro de Provérbios exalta um elevado padrão ético. É melhor continuar pobre, ou mesmo perder uma promoção, se tivermos que mentir a fim de obtê-la, se tivermos que sacrificar nossa integridade (Pv 19:1), se tivermos que enganar, ou se ela vier às custas da infidelidade (Pv 19:22).
11. Leia Provérbios 19:9. Qual é a responsabilidade de uma testemunha?
Mentir é algo tremendamente mau; mas fazê-lo no tribunal e sob juramento é ainda pior. Em muitos países o perjúrio é crime grave. Portanto, a testemunha precisa dar um testemunho verdadeiro. Não é por acidente que esse verso vem após a menção dos “amigos do que dá presentes” (Pv 19:6) e do pobre que é odiado por seus amigos e até por seus irmãos (Pv 19:7). A ideia é de que as testemunhas não devem ser influenciadas por subornos nem pela condição social daqueles a respeito de quem estão testemunhando.
12. Leia Deuteronômio 24:10-22. Que importante princípio é visto, e como devemos aplicá-lo a nós mesmos e à nossa maneira de tratar os necessitados?
Prepare o seu coração! Vêm aí dez dias para orar e momentos para jejuar!
Sexta - Ano Bíblico: Nm 7, 8
Estudo adicional
“O espírito de tagarelice e maledicência é um dos instrumentos especiais de Satanás para semear discórdia e luta, para separar amigos e minar a fé de muitos na veracidade de nossas crenças. Os irmãos e as irmãs estão demasiadamente prontos para falar das faltas e erros que julgam existir em outros, especialmente nos que têm apresentado firmemente as mensagens de repreensão e advertência que o Senhor lhes confiou” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 194).
“Os filhos desses queixosos escutam de ouvidos abertos e recebem o veneno da desafeição. Os pais fecham assim, cegamente, os meios pelos quais poderia ser alcançado o coração dos filhos. Quantas famílias temperam suas refeições diárias com dúvidas e críticas! Dissecam o caráter de seus amigos e o servem como delicada sobremesa. Um precioso bocado de maledicência é passado ao redor da mesa, para ser comentado, não só pelos adultos, mas também pelas crianças. Nisso Deus é desonrado. Disse Jesus: ‘Quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes’ (Mt 25:40). Portanto, Cristo é menosprezado e profanado pelos que difamam Seus servos” (Ibid., p. 195).
Perguntas para reflexão
1. Sempre é difícil quando aqueles que você ama e com quem se preocupa fazem alguma coisa errada. E é tão fácil tentar desculpá-los! Como alcançamos o equilíbrio correto em situações como essas? Certamente precisamos mostrar graça, da mesma forma que esta nos foi mostrada em relação aos nossos erros; nem seria preciso dizer isso. Mas a graça alguma vez, ou sempre, significa que a pessoa pode pecar impunemente, sem ter que enfrentar as consequências? Qual é então a atitude certa a tomar em situações como essas?
2. Como disse a lição desta semana, na vida a maioria das coisas são muito complicadas e têm muitos aspectos. Portanto, mesmo as coisas sobre as quais por acaso estejamos certos, geralmente são mais complexas do que entendemos que elas sejam. Como podemos ter mente aberta e, ao mesmo tempo, evitar a insensatez?
3. Quais são algumas das maneiras pelas quais podemos mentir sem usar palavras?
Respostas sugestivas: 1. Não devemos sair espalhando o que aconteceu, mas agir com amor para com essas pessoas. 2. O amor deve continuar a ser demonstrado pelo amigo mesmo quando ele erra. 3. Essas passagens dizem que devemos repreender a pessoa e, se ela for sábia, irá crescer com isso. 4. Jesus não condenou a mulher pecadora, mas a perdoou e recomendou-lhe que abandonasse o pecado. 5. Há grande poder nas palavras: a língua tem poder sobre a vida e a morte; as palavras do insensato o levam à destruição e o que fala antes de ouvir mostra que é tolo. 6. Porque não são superficiais, mas revelam grande conhecimento e reflexão. 7. O que você diz pode salvar ou destruir uma vida. 8. Porque não buscam aprender; têm uma opinião fixa e estão interessados apenas em expressá-la. 9. O primeiro a contar sua versão da história parece ter razão, mas é preciso ouvir o outro lado para se ter uma noção equilibrada do assunto. 10. Que é melhor ser um pobre honesto do que um rico mentiroso. 11. A responsabilidade de uma testemunha é dizer a verdade, pois a testemunha falsa não ficará impune. 12. O princípio é que devemos ter compaixão dos necessitados e não tomar como penhor deles algo que seja essencial para sua sobrevivência ou bem-estar.
O tempo especial para consagração começará no próximo dia 19! Envolva-se!
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