25 de janeiro de 2015

Lição 5 - As bênçãos dos justos de 24 a 31 de janeiro

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Sábado à tarde - Ano Bíblico: Êx 21–23


VERSO PARA MEMORIZAR:

“Sobre a cabeça do justo há bênçãos, mas na boca dos perversos mora a violência” (Pv 10:6).

Leituras da Semana:

Pv 10:1-14; Mt 19:19; Pv 11; 12; Jo 3:16; Pv 13

Como o título sugere, esta lição trata das bênçãos do justo. O termo hebraico zaddiq, traduzido como “justo”, é a palavra-chave nos textos bíblicos para esta semana. O termo do qual ela é derivada, zedeq (também traduzido como “justiça”), aparece na introdução do livro de Provérbios: “Provérbios de Salomão [...] para se receber a instrução do entendimento, a justiça” (Pv 1:1-3, ARC). O que o livro de Provérbios está nos dizendo é que sabedoria é justiça, e que “justiça” significa andar em conformidade com os mandamentos de Deus, isto é, andar em fé e obediência ao que o Senhor nos chamou para ser e fazer. A justiça é um dom que vem de Deus. O oposto dela é loucura e infidelidade. Sabedoria é justiça, e loucura é pecado e perversidade. Nos versos que estudaremos, o contraste entre ambas é óbvio.

A Semana Santa deste ano será entre os dias 28 de março e 5 de abril. 
Sua igreja está orando para levar pessoas ao batismo? Quais atividades estão sendo realizadas para tornar esse sonho uma realidade?

Domingo - Ano Bíblico: Êx 24–27

A justiça é holística


1. Leia Provérbios 10:1-7. Quais são os vários princípios sobre a vida e a fé revelados nessa passagem?

Certa vez, um homem, num barco, começou a furar um buraco debaixo de seus pés no lugar em que estava sentado. Quando as pessoas que estavam no barco exigiram que ele parasse, ele respondeu: “Não se intrometam nisso. Este assento aqui é meu!” Essa resposta absurda é muitas vezes a desculpa usada pelo pecador para justificar seu comportamento. “A vida é minha, e vocês não têm nada que ver com ela.” É claro que qualquer coisa que façamos ou deixemos de fazer afeta os outros, especialmente os que estão mais próximos de nós. Quem já não sentiu, de maneira muito intensa, o resultado de atos bons ou maus de outras pessoas?

O princípio da unidade entre a vida espiritual-moral e a vida física-material é abordado nos versos 3 a 5. A ideia principal é de que a perversidade, isto é, a deficiência moral, não compensa, mesmo que a pessoa seja rica; e a segunda ideia é de que a justiça sempre traz recompensas, de uma forma ou de outra, mesmo que a pessoa seja pobre.

Nos versos 6 e 7, vemos uma expressão prévia do que Jesus disse com respeito ao fato de o desejo impuro ser adultério ou de o ódio equivaler ao homicídio. Esconder nosso ódio por trás de nossas palavras nem sempre funciona. Os pensamentos maus muitas vezes se revelam em nossa linguagem corporal e em nosso tom de voz. O melhor ponto de partida para o bom relacionamento com outros é “[amar nosso] próximo como a [nós mesmos]” (Lv 19:18; compare com Mt 19:19). Como o texto também sugere, a impressão para o bem deixada por você pode ter uma influência duradoura sobre outros. Afinal de contas, basta apenas usar o simples bom senso de escolher ter boa fama em vez de má fama.

Você tem alguma importante decisão para ser tomada? Se já não fez isso, considere cuidadosamente o impacto para o bem ou para o mal que essa escolha poderá ter sobre outros.

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Segunda - Ano Bíblico: Êx 28, 29

A boca dos justos


A boca é o órgão mais importante no livro de Provérbios. Na Bíblia Almeida Revista e Atualizada, a palavra “boca” é usada 48 vezes, o termo “lábios” ocorre 40 vezes, e “língua”, 18. O uso desse órgão na comunicação é um tema particularmente importante nos capítulos 10 a 29 de Provérbios.

A premissa básica é crucial: nossas palavras são muito poderosas, tanto para o bem quanto para o mal. A língua pode ser o melhor ou o pior dom que nos foi concedido. Essa ambivalência com respeito à língua é uma das lições mais importantes de Provérbios. Na verdade, a boca gera vida, mas também pode produzir morte.

2. Leia Provérbios 10:11-14. Qual é o contraste entre a maneira de falar do justo e a do insensato?

No verso 11, note a expressão “manancial de vida”. Ela se refere simbolicamente às qualidades da sabedoria. É usada com referência ao Senhor (Sl 36:9), a Fonte da vida. A mesma figura é usada com relação ao santuário, do qual flui a corrente de águas (Ez 47:1, 2). Jesus usou essa metáfora para ilustrar o dom do Espírito (Jo 4:14). Assim, a comparação da boca do justo com um “manancial de vida” equivale a relacioná-la com o próprio Deus.

O que caracteriza essa boca é o positivo dom da “vida”. Essa qualidade nos diz qual deve ser a função apropriada da boca. Ela deve ser uma força para o bem, não para o mal; uma fonte de vida, não de morte. O que está sendo dito ali também é visto em Tiago 3:2-12.
Lembre-se, também, de que foi através da fala, através da “palavra do Seu poder” (Hb 1:3), que Deus criou os céus e a Terra. Portanto, a fala deve servir apenas para o propósito criador.

Considere quão incrivelmente poderosas são as palavras. Que benefícios ou malefícios podem resultar ao exercermos o poder da língua?

Terça - Ano Bíblico: Êx 30, 31

A esperança dos justos


3. “A integridade dos retos os guia; mas, aos pérfidos, a sua mesma falsidade os destrói” (Pv 11:3). Que evidências temos da veracidade desse verso?

Que exemplos você já viu ou dos quais já ouviu falar em que essa verdade espiritual foi revelada? Em contraste, que situações você já enfrentou até agora, diante das quais teve que aceitar esse texto pela fé?

4. Leia Provérbios 11. Embora o capítulo toque em muitos assuntos, quais são algumas das grandes bênçãos que advêm aos fiéis, em contraste com o que acontece aos perversos?

O senso de uma vida futura e do valor do que ainda não foi visto (ver 2Co 4:18) ajuda a motivar o justo a viver de maneira reta. Por causa de sua esperança no futuro, o justo se comporta com humildade, honestidade e compaixão.

Por outro lado, as pessoas perversas vivem apenas no presente; preocupam-se apenas com o que veem e com a recompensa imediata. Pensam primeiramente em si mesmas e recorrem ao engano e ao abuso. Por exemplo os vendedores que enganam seus fregueses talvez obtenham uma recompensa imediata proveniente dos preços mais altos que cobram, mas no fim podem acabar perdendo clientes e seu comércio ir à falência (Pv 11:3, 18).

Pense nas decisões que você tem que tomar. Como você lida com isso? Suas escolhas são influenciadas pelo planejamento a longo prazo, levando em conta a eternidade?

Quarta - Ano Bíblico: Êx 32, 33

A verdade dos justos 


5. Leia Provérbios 12 e se concentre no tema das palavras, especialmente no contexto de falar a verdade ou falar a mentira. Que mensagem encontramos ali sobre honestidade e mentira?

A filósofa Sissela Bok demonstrou, de maneira convincente, como o ato de mentir pode ser prejudicial à sociedade. Ela escreve: “Portanto, a sociedade cujos membros fossem incapazes de distinguir as mensagens verdadeiras das mensagens enganosas, desmoronaria” (Lying: Moral Choice in Public and Private Life [Mentira: Escolha Moral na Vida Pública e Particular]. Nova York: Pantheon Books, 1978, p. 19). Semelhantemente, Agostinho, que é citado na introdução do livro da Sra. Bok, declarou: “depois que a consideração pela verdade foi destruída, ou mesmo ligeiramente enfraquecida, tudo ficará duvidoso” (p. xv).

Ellen G. White escreveu: “Lábios mentirosos são-Lhe uma abominação. Ele declara que na cidade santa ‘não entrará [...] coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira’ (Ap 21:27). Seja a verdade dita sem disfarces nem frouxidão. Torne-se ela uma parte da vida. Considerar levianamente a verdade, e dissimular para servir a planos egoístas, significa o naufrágio da fé. [...] Quem profere mentiras, vende sua alma por baixo preço. Suas falsidades podem parecer servir em emergências; pode parecer, assim, que faz negócios vantajosos que não poderia conseguir pelo reto proceder. Mas finalmente chega ao ponto em que não pode confiar em ninguém. Sendo ele mesmo falsificador, não tem confiança na palavra de outros” (Minha Consagração Hoje, p. 331).

Quando pensamos em quão poderosas são as palavras, precisamos pensar também sobre a mentira, porque a maioria das mentiras é expressa com palavras. Quem já não sentiu dor, traição e sentimento de desrespeito ao ser vítima de uma mentira? Não é difícil imaginar o caos total em que mergulha uma sociedade quando a mentira é a norma e não uma aberração.

Há outro aspecto, também: o efeito da mentira sobre aquele que mente. Algumas pessoas se acostumam tanto com essa prática que ela não as incomoda; muitas pessoas, porém, têm um senso de culpa e de vergonha quando mentem. Isso é bom para elas, porque significa que ainda há alguma receptividade ao Espírito Santo.

Porém, imagine o perigo para aquele que mente sem pensar duas vezes! Qual foi a última vez que você mentiu? Como se sentiu quando fez isso?

Quinta - Ano Bíblico: Êx 34–36

A recompensa dos justos


Como vimos, grande parte da instrução e do ensino ministrado em Provérbios foi apresentada por meio do contraste entre dois tipos de pessoas: “O sábio faz isso, o tolo faz aquilo”; “o homem piedoso faz isso, o perverso faz aquilo outro”.

Na verdade, muitas vezes há um pouco de sabedoria e de loucura em todos nós. Com exceção de Jesus, todos nós somos pecadores, todos nós carecemos “da glória de Deus” (Rm 3:23). Felizmente, temos a maravilhosa promessa que vem no verso seguinte: embora sejamos pecadores, pela fé podemos ser “justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3:24).

No fim, todos os seres humanos estarão em um dos dois lados: o dos salvos ou o dos perdidos.

6. Leia João 3:16. Quais são as duas opções apresentadas a todos os seres humanos?

7. Leia Provérbios 13. Como esse capítulo contrasta a experiência e o destino dos justos com os dos perversos?

Os justos são comparados a uma lâmpada que continua brilhando, enquanto os perversos são comparados a uma lâmpada que se apagará (Pv 13:9). O sábio comerá o bom fruto de seu trabalho, enquanto o pecador colherá o mal (v. 2, 25). Através de seus filhos (Pv 13:22), o sábio tem um futuro que vai além dele mesmo; o perverso, ao contrário, deixará sua riqueza para outro, isto é, para o justo (Pv 13:22).

A ideia principal é de que uma vida de fé e obediência ao Senhor é melhor que uma vida de desobediência e loucura.

À parte da promessa de vida eterna, quais são algumas das vantagens que você tem experimentado no dia a dia ao viver uma vida de fé em Cristo?

Sexta - Ano Bíblico: Êx 37, 38

Estudo adicional


“Não é bastante fazer profissão de fé em Cristo, e ter nosso nome registrado no rol da igreja. [...] Qualquer que seja nossa profissão, de nada valerá se Cristo não for revelado em obras de justiça” (Parábolas de Jesus, p. 312, 313).

“O maior dos enganos do espírito humano, nos dias de Cristo, era que uma simples aceitação da verdade constituísse justiça. Em toda experiência humana, o conhecimento teórico da verdade se tem demonstrado insuficiente para a salvação de alguém. [...] Os mais tristes capítulos da História se acham repletos do registro de crimes cometidos por fanáticos adeptos de religiões. [...] O mesmo perigo existe ainda. Muitos se têm na conta de cristãos, simplesmente porque concordam com certos dogmas teológicos. Não introduziram, porém, a verdade na vida prática. [...] Os homens podem professar fé na verdade; mas, se ela não os torna sinceros, bondosos, pacientes, dominados, tomando prazer nas coisas de cima, é uma maldição a seu possuidor e, por meio de sua influência, uma maldição ao mundo.

“A justiça ensinada por Cristo é conformidade de coração e de vida com a revelada vontade de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 309, 310).

Perguntas para reflexão

1. De que forma nossas decisões afetam os outros para o bem ou para o mal? Essa verdade foi revelada na história da queda, com a escolha de Adão e Eva, cujos efeitos são sentidos até hoje. Pode ser tentador procurar medir a quantidade de bem ou de mal que nossas decisões podem trazer, mas isso é arriscado, porque não conhecemos o impacto de nossas escolhas. Por que devemos escolher fazer o que é certo, sem medo das consequências?

2. O livro de Provérbios faz distinção entre o justo e o insensato, o que é certo e o que é errado. Por que precisamos ter cuidado ao determinarmos quem são os insensatos? Quantas vezes já fomos enganados por aqueles que julgávamos ser justos?

Respostas sugestivas: 1. O texto fala do filho sábio e diligente em contraste com o filho insensato e preguiçoso. Fala também da justiça, que agrada a Deus, em contraste com a desonestidade e a ambição, que Lhe desagradam. O justo recebe bênçãos e deixa boas recordações, mas o perverso é violento e seu nome será desprezado. 2. A boca do justo é fonte de vida, mas a boca do néscio é uma ruína. O justo fala com amor, sabedoria e conhecimento, mas o perverso fala com violência e ódio. 3. A evidência que temos da veracidade desse verso é a história das incontáveis vidas arruinadas pelo pecado, para esta vida e para a vida por vir. Em contraste, os justos que seguem uma vida de integridade têm recompensas aqui e aguardam a vida eterna. Às vezes, neste mundo, o justo sofre e o perverso se dá bem, mas isso é apenas temporário. 4. O justo é guiado pela integridade; passa pela angústia, mas é libertado dela; sua bondade lhe traz o bem como retribuição e ele aguarda a vida eterna. Em contraste, o perverso cai pela sua impiedade; recebe a angústia; é punido na Terra; fere a si mesmo; e por fim receberá a morte eterna. 5. O Senhor odeia a mentira, mas tem prazer nos que são fiéis à verdade. Aquele que é mau se enreda no pecado do falar, mas o justo não cai nessas dificuldades. Cada um recebe segundo o fruto da sua boca: o lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento. 6. A morte eterna ou a vida eterna mediante a fé em Jesus. 7. A luz dos justos continuará brilhando, enquanto a dos perversos se apagará. Os pecadores encontrarão a desventura, enquanto os justos serão recompensados com o bem. Além disso, o homem de bem deixa herança para seus descendentes, mas a riqueza do pecador acaba passando para as mãos do justo.

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22 de janeiro de 2015

Lição 4 - Sabedoria divina

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Sábado à tarde - Ano Bíblico: Êx 1–4


VERSO PARA MEMORIZAR:

“O Senhor me possuía no início de Sua obra, antes de Suas obras mais antigas” (Pv 8:22).

Leituras da Semana:

Pv 8:1-21; Mt 16:26; Pv 8:22-31; Gn 1:31; Pv 8:32-36; 9:1-18

Neste ponto do livro de Provérbios a sabedoria reaparece (ver Pv 1:20, 21), e fica claro pelas passagens desta semana que a sabedoria é a verdade: a verdade tal como existe em Deus, que é a fonte e o fundamento de toda a verdade.

Essa ênfase no caráter “absoluto” da verdade contrasta com uma vertente do pensamento contemporâneo, especialmente no Ocidente, onde ela é vista como algo relativo, condicional e cultural, de forma que a verdade de uma pessoa é diferente da de outra.
Mas esse conceito não é bíblico. Minha verdade tem que ser a mesma que a sua, simplesmente porque “verdade” é algo universal. Ela não pertence a ninguém em particular, mas a toda a humanidade, quer todos os seres humanos a reconheçam ou não.

É interessante que a famosa pergunta de Pilatos: “O que é a verdade?” (Jo 18:38) foi uma reação à declaração de Jesus: “Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz” (Jo 18:37). A verdade absoluta existe, e até mesmo fala a nós; a questão é se daremos ou não ouvidos a ela, e se obedeceremos ou não ao que ela está dizendo.

Todas as classes da Escola Sabatina podem ser instrumentos de Deus para que os amigos da igreja sejam levados a Jesus. Quantas pessoas sua classe está levando para o Senhor?

Domingo Ano Bíblico: Êx 5–8

A sabedoria clama


1. Leia Provérbios 8:1-21. De acordo com esses versos, qual é o valor da sabedoria?

A sabedoria é tão importante que precisa alcançar todos. Deus criou toda a vida humana, e Cristo morreu em favor de cada um de nós. Portanto a sabedoria, que consiste no conhecimento de Deus e da salvação que Ele oferece, é para todo ser humano.

Veja as palavras e expressões usadas para descrever a presença vocal da sabedoria: “clama”, “faz ouvir a sua voz”, “gritando”, “clamo”, “minha voz”, “falarei”, “lábios proferirão”, “boca”, “lábios”, “palavras da minha boca”. Seja qual for a maneira pela qual se entendam essas metáforas, o que está claro é que a sabedoria deve ser comunicada; ela deve ser ouvida por todos os que a quiserem ouvir. Afinal de contas, como vimos na semana passada, o que a sabedoria diz é uma questão de vida ou morte.

A sabedoria fala oito vezes sobre a veracidade de suas palavras. É interessante que a descrição da sabedoria aqui é paralela à descrição do Senhor em Deuteronômio 32:4. Esse paralelo, é claro, não deve nos surpreender, porque Deus, como o Criador de todas as coisas (ver Jo 1:1-3), é o fundamento de toda a verdade.

2. Leia Provérbios 8:10, 11. O que esses versos dizem sobre a sabedoria?

Tantas pessoas têm vivido em ignorância, insensatez e trevas! Muitos vivem sem esperança ou com falsas esperanças. O que torna pior essa triste situação é que a sabedoria e a verdade são maravilhosas e, graças ao sacrifício de Jesus, são cheias de esperança e da promessa de uma vida melhor agora, bem como de certeza de vida eterna em um novo céu e uma nova Terra! Toda a riqueza do mundo não significa nada (ver Ec 2:11-13) em contraste com o conhecimento de Deus.

Leia Mateus 16:26 e responda: sua vida reflete a verdade fundamental dessas palavras?

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Segunda Ano Bíblico: Êx 9–11 

A sabedoria e a criação


3. Leia Provérbios 8:22-31. De que forma a sabedoria está relacionada à criação?

Nessa passagem, a sabedoria está misteriosamente relacionada ao Senhor como Criador. Esse poema tem muitas palavras em comum com o relato da criação, segundo Gênesis 1 e 2, e reflete até mesmo sua estrutura literária, organizada em torno dos três elementos básicos: o céu, a água e a Terra. A intenção desse paralelo é enfatizar a credencial primária da sabedoria: se o próprio Deus usou a sabedoria para criar, se ela é o instrumento mais antigo, anterior ao próprio Universo, e foi fundamental para que ele viesse à existência, então muito mais devemos nós usá-la em tudo o que fizermos na vida.

Há também uma forte ênfase na origem divina da sabedoria. A primeira expressão do poema é “o Senhor” (Yahweh), e é dito que Ele criou [ou “possuía”] (essa é a segunda expressão) a sabedoria. A palavra hebraica qanah (traduzida como “possuía” na ARA) tem a conotação de “gerar”, e não de “criar” (ver Dt 32:6; Gn 4:1).

A palavra seguinte é o termo técnico associado à criação de Gênesis, reshit (traduzida em Provérbios como “princípio”, ARC), que se encontra no primeiro verso de Gênesis: “No princípio, criou Deus os céus e a Terra.”

Contudo, a palavra “princípio” em Provérbios 8:22 é usada de maneira um pouco diferente de “princípio” em Gênesis 1. Em Gênesis 1:1, a palavra está relacionada à criação em si, enquanto em Provérbios 8:22 a palavra está relacionada ao próprio Deus, à Sua “obra”, ou “caminho” (NVI; no hebraico, derek), que significa Sua natureza. Assim, a sabedoria é parte da própria natureza de Deus.

Portanto, com relação ao tempo, a sabedoria está situada antes da criação do Universo. A existência da sabedoria naquele tempo em que só Deus estava presente coloca essa existência “desde a eternidade” (v. 23).

Assim, a sabedoria não se origina em nós, mas é revelada a nós; é algo que aprendemos, algo que nos é ensinado; não é algo que produzimos. Seguramente, andar em nossa própria luz é andar em trevas. A Bíblia nos diz que Jesus é “a verdadeira Luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (Jo 1:9). Todos precisam dessa luz.

Terça Ano Bíblico: Êx 12, 13

Regozijando-se na criação


Em Gênesis 1 vemos que cada passo da criação termina com o mesmo refrão: “E viu Deus que era bom” (ver Gn 1:4, 10, 12, 18, 21, 25, 31). O último passo (v. 31) vai ainda além: “Era muito bom.” A palavra hebraica para “bom” contém a ideia de deleitar-se com algo, e também subentende relacionamento. No fim da semana da criação, Deus fez uma pausa para Se deleitar plenamente em Sua obra (Gn 2:1-3), e o tempo dessa pausa, o sábado, foi então abençoado. Da mesma forma, nosso poema em Provérbios termina com a sabedoria se deleitando na criação.

4. Leia Provérbios 8:30, 31. Por que a sabedoria estava se regozijando?

O regozijo da sabedoria reflete o regozijo de Deus na criação. Esse regozijo não só aconteceu “dia após dia”, a cada passo da criação, mas também coroou a obra criadora, quando foi concluída a criação da vida na Terra.

Em Provérbios 8, encontramos a razão do regozijo da sabedoria: “Achando as minhas delícias com os filhos dos homens” (v. 31). No fim da semana da criação, no sábado, Deus entrou num relacionamento com os seres humanos. O fato de que essa divina pausa e regozijo tenham ocorrido imediatamente após o trabalho da semana tem implicações para a experiência humana do sábado: “Seguindo o modelo do Criador, ele também pode olhar para trás, ao seu trabalho concluído, e sentir alegria, prazer e satisfação. Dessa forma o homem pode se regozijar, não só na criação de Deus, mas também no fato de ter exercido um domínio responsável sobre essa criação, em vez de explorá-la” – Gerhard F. Hasel, citado em Kenneth A. Strand, The Sabbath in Scripture and History (Review and Herald Publishing Association, 1982), p. 23.

Leia Colossenses 1:15-17; 2:3; Apocalipse 3:14 e João 1:1-14. O que esses versos nos dizem sobre o papel de Jesus na criação? Por que a função dEle como Criador é tão importante para compreendermos Sua função como Redentor? 

Quarta Ano Bíblico: Êx 14, 15

O apelo feito pela sabedoria


Os últimos versos de Provérbios 8 voltam ao âmbito pessoal, ou seja, à aplicação prática do que significa ter sabedoria. O conhecimento intelectual sobre a preexistência da sabedoria, sobre a presença da sabedoria na criação, certamente é profundo. Mas, na Bíblia, a verdade, em algum momento, precisa descer ao nível humano e requerer de nós uma resposta diante do que nos foi dado em Jesus.

5. Leia Provérbios 8:32-36. Que mensagem é dada nesse texto?

A palavra hebraica traduzida em algumas passagens como “bem-aventurados” (ARC) significa “felizes” (ARA). Nessa passagem, a palavra “felizes” está ligada a duas proposições. A primeira descreve uma ação: “Felizes serão os que guardarem os Meus caminhos” (v. 32). A mesma linguagem é usada no Salmo 119:1, 2, com respeito à lei: “Bem-aventurados os irrepreensíveis [...] que andam na lei do Senhor. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições.”

A segunda proposição descreve uma atitude: “Feliz o homem que Me dá ouvidos” (v. 34). Em ambos os casos o requisito implica um contínuo esforço. Não é suficiente ter descoberto o caminho certo; temos de guardá-lo (v. 32). Não é suficiente ouvir a Palavra de Deus; temos de vigiar “dia a dia” (v. 34) e seguir aquilo que conhecemos. Como Jesus disse: “Bem-aventurados são os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam” (Lc 11:28).

“É essa a felicidade desejável que deve ser achada na senda da desobediência e da transgressão da lei física e moral? A vida de Cristo aponta a verdadeira fonte de felicidade, bem como a maneira de atingi-la. [...] Se quiserem ser verdadeiramente felizes, devem alegremente buscar ser achados no posto do dever, fazendo o trabalho que lhes resultará em fidelidade, conformando o coração e a vida com o modelo perfeito” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, p. 162).

Por que nossa prioridade máxima deve ser a fidelidade a Deus, e não a busca da felicidade? O que produz felicidade: o esforço para alcançá-la, ou o ato de buscar primeiro o reino de Deus? Por quê?

Quinta Ano Bíblico: Êx 16, 17

Sabedoria ou loucura


Após o apelo feito pela sabedoria, o autor inspirado de Provérbios 9 admoesta seus ouvintes a fazer agora uma escolha entre dois estilos de vida: a sabedoria ou a loucura. Os primeiros seis e os últimos seis versos (Pv 9:1-6, 13-18) são simétricos e apresentam o contraste entre os dois grupos opostos.

6. Compare Provérbios 9:1-6 e Provérbios 9:13-18. Qual é a diferença entre a sabedoria e a loucura?

A. A sabedoria é eficiente e está envolvida na criação: sete verbos são usados para descrever os atos dela nessa atividade (v. 1-3). As sete colunas que ela lavrou (v. 1) remetem aos sete dias da criação. A loucura, em contraste, fica sentada e não faz nada, simplesmente fingindo ser alguém quando, na realidade, “é ignorante e não sabe coisa alguma” (v. 13).

B. Embora a sabedoria e a loucura convidem as mesmas pessoas (note que os versos 4 e 16 são idênticos), o que elas proporcionam é fundamentalmente diferente. A sabedoria convida seus hóspedes a comer o pão e a tomar a bebida que ela preparou (v. 5). A loucura não oferece nada para comer nem para beber; simplesmente se vangloria de provisões roubadas (v. 17).

C. A sabedoria nos chama a abandonar a loucura e, portanto, a viver. A loucura é mais tolerante; ela não exige que abandonemos nada, mas o resultado disso é a morte. Aqueles que seguem a sabedoria estão avançando; andam “pelo caminho do entendimento” (v. 6). Aqueles que seguem a loucura ficam estáticos, e “não sabem” (v. 18).

7. Leia Provérbios 9:7-9. Como o sábio e o perverso reagem à instrução da sabedoria? O que torna alguém mais sábio do que o perverso?

A chave para a sabedoria é a humildade. O homem sábio é o que está disposto a aprender e que recebe a instrução com mente aberta. A sabedoria só vem para aquele que, como uma criança, sente necessidade de crescer. É por isso que, da maneira mais explícita, Jesus ensinou que “se não vos [...] tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos Céus” (Mt 18:3).

Sexta Ano Bíblico: Gn 48–50

Estudo adicional


“O Soberano do Universo não estava só em Sua obra de beneficência. Tinha um companheiro – um cooperador que poderia apreciar Seus propósitos, e participar de Sua alegria ao dar felicidade aos seres criados. ‘No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus’ (Jo 1:1, 2). Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai – um em natureza, caráter, propósito – o único Ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus. [...] E o Filho de Deus declara a respeito de Si mesmo: ‘O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos, e antes de Suas obras mais antigas. [...] Quando compunha os fundamentos da Terra, então Eu estava com Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o tempo’” (Pv 8:22-30; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 34).

Perguntas para reflexão

1. Por que a crença no relato da criação de Gênesis é o fundamento da sabedoria bíblica? Por que a ideia da evolução é totalmente contrária à Bíblia?

2. A verdadeira sabedoria é algo que não podemos produzir por nós mesmos, mas nos é revelada. Quais são alguns exemplos de verdades importantes que nunca conheceríamos se não nos fossem reveladas por inspiração divina? Por exemplo, como poderíamos saber sobre a morte de Cristo na cruz e o que ela oferece se isso não nos fosse revelado? Que dizer do sábado ou da segunda vinda de Cristo?

3. Como a obra de Deus, revelada em Gênesis 1, testifica do fato de que o bem não pode estar misturado com o mal? Que implicações sua resposta tem para a ideia de que se poderia incorporar o conceito evolucionista à história da criação de Gênesis?

4. Como a alegria de Deus na criação nos ajuda a compreender como podemos ter uma experiência mais profunda e mais rica no sábado?

Respostas sugestivas: 1. A sabedoria é tão importante que todos devem entendê-la e buscá-la, e ela é essencial para os governantes, as autoridades e os juízes. 2. A sabedoria é mais preciosa do que as joias, e seu ensino, melhor do que a prata e o ouro. Nada se pode comparar a ela. 3. A sabedoria existia antes da criação e tomou parte na criação. 4. A sabedoria estava se regozijando porque sentia prazer em cada uma das obras da criação, especialmente na criação do ser humano. 5. Devemos dar ouvidos à sabedoria e buscar seus caminhos, pois os que acham a sabedoria encontram a vida, mas os que a rejeitam, estão escolhendo a morte. 6. A sabedoria é ativa, mas a loucura é indolente. Ambas convidam as pessoas, mas a sabedoria oferece alimento e bebida, enquanto a loucura não oferece nada para saciar a fome e a sede. A sabedoria convida para a vida, mas a loucura convida para a morte. 7. O sábio aceita a repreensão, mas o perverso a odeia. O sábio deseja crescer em conhecimento, mas o perverso não está interessado em avançar.

Lição 3 - Uma questão de vida ou morte

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Sábado à tarde - Ano Bíblico: Gn 31–33

VERSO PARA MEMORIZAR:

“O mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida” (Pv 6:23).

Leituras da Semana:

Mt 5:21-30; Pv 6:21; 7:3; 6:23; 7:2; 6:24; 6:30, 31; 7:26, 27 

Dois irmãos foram deixados em casa sozinhos, mas a mãe os advertiu severamente a não comer do bolo que ela havia acabado de assar. Para garantir que os garotos obedeceriam, ela acrescentou a ameaça do castigo.

Depois que ela saiu, os garotos demoraram só alguns minutos para decidir que, de qualquer forma, comeriam o bolo. “Esta não é uma questão de vida ou morte”, raciocinaram. “Nossa mãe nunca nos mataria. Então, vamos comer!”

No entanto, para o mestre que escreveu Provérbios, o assunto do qual ele falava é uma questão de vida ou morte. Sua linguagem é forte e, às vezes, bem vívida. O próprio Jesus usou linguagem muito forte ao falar sobre assuntos que implicam vida eterna ou morte eterna (ver Mt 5:21-30). E não é de admirar. No fim das contas, nosso destino final e eterno tem sua base nas escolhas que fazemos aqui e agora. Portanto, devemos crer na urgência demonstrada pela forte linguagem utilizada pelo autor de Provérbios.

Organize duplas missionárias, pequenos grupos e classes bíblicas em sua igreja. 
Motive os irmãos a levar muitas pessoas para Cristo em 2015!

Domingo Ano Bíblico: Gn 34–36 

A lei em nossa vida


1. Leia Provérbios 6:21 e 7:3. Como devemos entender as imagens corporais usadas nesses textos, em relação à maneira pela qual devemos nos relacionar com a lei de Deus?

Como vimos numa lição anterior, em Provérbios o coração representa a sede das emoções e pensamentos. Ao declarar que devemos atar a lei ao nosso coração (Pv 6:21), o mestre quer dizer que sempre devemos estar em íntima ligação com ela. Em nenhum momento podemos perder esse contato, pois é a lei que define o pecado (Rm 7:7). O mestre também insiste que essa lei até deve ser escrita nas tábuas do coração (Pv 7:3), assim como o Decálogo foi escrito por Deus nas tábuas de pedra (Êx 24:12).

Falar sobre a lei escrita no coração significa que a lei não é apenas um conjunto de regras externas que nos são impostas. Ela deve penetrar em nossos motivos, em nossas intenções secretas, e ser parte de nosso íntimo. Essa é outra expressão de que a promessa paulina de possuirmos “Cristo em [nós], a esperança da glória” (Cl 1:27) seja uma realidade em nossa vida.

Atar a lei ao redor do pescoço também significa que devemos mantê-la junto a nós. As pessoas na antiguidade costumavam amarrar seus pertences preciosos ao pescoço. O pescoço é o lugar por meio do qual o ar vai até os pulmões, permitindo a respiração e a vida. Essa associação de ideias é atestada pela palavra hebraica nephesh (alma), que se refere à “vida” e é derivada de um termo que significa garganta e respiração.

Atar a lei aos dedos significa levar a lei para a esfera dos atos. O sábio se refere aos dedos para sugerir os atos mais delicados e íntimos. A lei deve afetar não só as grandes escolhas que fazemos, mas também as menores (ver Lc 16:10).

Embora o significado bíblico dessas imagens seja puramente simbólico, é digno de nota o fato de que esses símbolos têm sido interpretados de maneira literal nas tradições judaica, cristã e muçulmana. Isso é visto pelo uso dos tefilins judaicos em torno da cabeça e dos dedos, das cruzes cristãs em torno do pescoço e dos rosários muçulmanos (e cristãos) em torno dos dedos.

Os símbolos podem ser úteis, mas por que devemos tomar cuidado para não confundir o símbolo com a realidade que ele representa?

Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/

Segunda Ano Bíblico: Gn 37–39

Luz e vida


2. Leia Provérbios 6:23. De que maneira a lei está relacionada com a “luz”?

Na Bíblia, a palavra de Deus ou Sua lei têm sido comparadas à luz: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para os meus caminhos” (Sl 119:105). Na mentalidade hebraica há uma ligação entre a ideia de “lei” e a “luz”. Assim como a lâmpada ilumina o caminho por onde andamos, a lei nos ajuda a permanecer na trajetória certa, isto é, quando nos depararmos com escolhas morais, ela nos ajudará a saber qual é a escolha certa, mesmo que, às vezes, a razão ou a conveniência pessoal nos tentem a desobedecer à lei.

Que exemplos você pode encontrar na Bíblia dos que escolheram seguir a lei de Deus, apesar das razões para que não fizessem isso? O que podemos aprender com sua obediência? Houve casos em que a escolha de ser fiel parecia errada, pelo menos do ponto de vista humano?

3. Juntamente com Provérbios 6:23, leia Provérbios 7:2. Por que a lei está relacionada à “vida”?

Desde a queda, nossa esperança de vida eterna não pode ser encontrada na lei, mas somente na fé em Cristo. Contudo, a obediência à lei e aos princípios que ela representa continua a desempenhar uma parte central na vida de fé (ver Mt 19:17; Ap 14:12). Obedecemos porque, como o Senhor disse a Israel milhares de anos atrás, “Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 18:4). A lei de Deus está relacionada à “vida” simplesmente pelo fato de Ele ser quem é: a fonte de nossa vida. Esse princípio representa a verdadeira espiritualidade: confiamos em Deus e em Suas promessas com respeito à nossa vida presente, assim como confiamos em Suas promessas com respeito à vida eterna.

Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8:12). Essa maravilhosa promessa tem se cumprido em sua experiência com o Senhor? 

Terça Ano Bíblico: Gn 40–42

Lutando contra a tentação


Como vimos ontem, o autor de Provérbios 6:23, sob a inspiração do Espírito Santo, ligou diretamente a luz e a vida à lei de Deus. No verso seguinte ele deu um exemplo concreto de como a lei, como luz e vida, pode nos oferecer poderosa proteção espiritual.

4. Quais advertências são dadas em Provérbios 6:24?

Quando uma pessoa religiosa é tentada, a maior tentação é encontrar uma razão religiosa para justificar a iniquidade. Usar Deus para racionalizar o mau comportamento não só é uma terrível forma de blasfêmia, mas é um poderoso engano. Afinal de contas, se alguém pensa: “Deus está comigo”, o que você pode dizer como resposta? Essa desculpa pode acontecer até em casos de adultério. “Deus me mostrou que é com esse homem (ou mulher) que eu devo ficar.” Se a pessoa crê nisso, quem ou o que pode superar o que “Deus” mostrou para ela?

Note igualmente que, na passagem, o que atrai não é só a beleza física da mulher. Ela usa a linguagem, palavras lisonjeiras, para atrair a vítima e fazê-la cair em sua armadilha. Com que frequência homens e mulheres foram levados a situações comprometedoras por meio de palavras sutis e sedutoras, às vezes até expressas em linguagem religiosa! O autor do livro de Provérbios procurou nos advertir contra esse engano.

A graça de Deus, que nos capacita a viver segundo a lei, é o antídoto perfeito contra as “lisonjas da mulher alheia”. Somente o Espírito Santo, que imprime em nosso coração o imperativo da lei e o dever da obediência nos ajudarão a resistir às suas palavras sedutoras, que podem parecer tão verdadeiras e belas. Na verdade, a mulher sedutora achará que você não só é bonito, mas também sábio e inteligente. Ela pode até falar sobre as necessidades espirituais que possui; e ironicamente “o amor de Deus” poderia se tornar a justificativa para o pecado.

Por que o compromisso absoluto com Deus e com Sua lei são nossa única proteção verdadeira, até mesmo contra nossa própria mente e suas ilusões?

Quarta Ano Bíblico: Gn 43–45

“Não furtarás”


Logo após sua advertência com respeito ao adultério (Pv 6:24-29), o autor passa a falar sobre outro pecado: o furto (v. 30, 31). A relação entre os dois mandamentos (acerca do furto e do adultério) mostra como a desobediência a um mandamento pode afetar nossa obediência aos outros. A atitude de fazer concessões com relação à lei de Deus, e de escolher os mandamentos da lei a que desejamos obedecer, pode ser ainda mais perigosa do que a completa desobediência à lei. “O mais forte baluarte do vício em nosso mundo não é a vida iníqua do pecador declarado nem do degradado proscrito; é a vida que parece virtuosa, honrada e nobre, mas em que se alimenta um pecado ou se tolera um vício. [...] Aquele que, dotado de altas concepções da vida, verdade e honra, não obstante, transgride voluntariamente um preceito da santa lei de Deus, perverte seus nobres dons, tornando-os chamarizes ao pecado” (Ellen G. White, Educação, p. 150).

5. Leia Provérbios 6:30, 31. O que esses versos dizem sobre o que uma pessoa desesperada pode fazer?

A pobreza e a necessidade não justificam o furto. O ladrão é culpado mesmo quando “rouba para matar a fome” (v. 30, NVI). Embora o ladrão que estiver passando fome não deva ser desprezado, ainda assim precisa restituir sete vezes mais o que roubou; isso mostra que nem mesmo sua situação de desespero justifica o pecado. Por outro lado, a Bíblia insiste que é nosso dever satisfazer as necessidades dos pobres, de forma que eles não se sintam compelidos a roubar para sobreviver (Dt 15:7, 8).

O interessante é que, após passar do adultério para o furto, o texto volta para o adultério (Pv 6:32-35). Os dois pecados têm, na verdade, certa semelhança. Em ambos os casos alguém está ilicitamente tomando o que pertence a outra pessoa. Uma diferença crucial, contudo, entre o furto e o adultério, se encontra no fato de que o primeiro pecado diz respeito apenas à perda de um objeto, enquanto o último diz respeito a algo muito maior. Em alguns casos, a pessoa pode fazer restituição por ter furtado um objeto; já nos casos de adultério, especialmente quando estão envolvidos filhos, o malefício pode ser muito mais grave do que no furto.

‘“Não adulterarás’ (Êx 20:14). Esse mandamento proíbe não somente atos de impureza, mas pensamentos e desejos sensuais, ou qualquer prática com a tendência de os excitar. [...] Cristo, que ensinou a ampla obrigação imposta pela lei de Deus, declarou ser o mau pensamento ou olhar tão verdadeiramente pecado como o é o ato ilícito” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 308). 

Quinta Ano Bíblico: Gn 46, 47

A ameaça de morte


A maioria das pessoas não pensa na morte quando peca, pois tem outras coisas em mente, em geral a gratificação e o prazer imediatos que extraem de seu pecado. Também não ajuda nada o fato de a cultura popular exaltar frequentemente o adultério e outras iniquidades. Em contraste, o livro de Provérbios coloca o pecado na perspectiva correta, e esse conceito foi ecoado por Paulo muitos anos depois: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6:23).

6. Leia Provérbios 7:22, 23. O que torna o adúltero vulnerável à ameaça de morte?

Aquele que “segue” a mulher infiel é descrito como alguém que perdeu sua personalidade e vontade. Já não é capaz de pensar. A expressão “num instante” sugere que ele não concedeu a si mesmo muito tempo para refletir. É comparado a um “boi que vai ao matadouro”, e a um louco que vai “ao castigo das prisões” (ARC), ou a uma “ave que se apressa para o laço”. Nenhum deles percebe que sua vida está ameaçada.

7. Leia Provérbios 7:26, 27. O que torna mortífera a mulher imoral?

É possível que a mulher, aqui, retrate mais do que uma simples adúltera. Na verdade, ela representa valores opostos à sabedoria. Salomão usou essa metáfora para advertir seu aluno contra toda forma de mal. O risco é enorme, pois essa mulher não apenas fere; ela mata, e seu poder é tanto que ela já matou até os mais fortes dentre os homens. Em outras palavras, outros homens antes de você, mais fortes do que você, não conseguiram sobreviver nas mãos dela. A linguagem universal dessa passagem sugere claramente que o autor bíblico estava falando sobre a humanidade em geral. (A palavra hebraica sheol, no texto, não tem nada que ver com o “inferno” segundo a concepção comum; ela designa o lugar em que os mortos estão agora: a sepultura.)

No fim, a ideia principal é que o pecado, quer seja adultério ou alguma outra coisa, leva à aniquilação, o oposto da vida eterna que Deus deseja que todos tenhamos por meio de Cristo Jesus.

Como dissemos na introdução de sábado, não é de admirar que a linguagem seja forte; estamos tratando, literalmente, de questões de vida ou morte.

Sexta Ano Bíblico: Gn 48–50

Estudo adicional


“Satanás oferece aos homens os reinos do mundo se lhe concederem a supremacia. Muitos fazem isso e perdem o Céu. Antes morrer do que pecar! É melhor passar necessidade do que defraudar; melhor passar fome do que mentir” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 495).

“Prefira a pobreza, a ignomínia, a separação dos amigos ou qualquer outro sofrimento, a manchar a vida com o pecado. Antes a morte que a desonra ou a transgressão da lei de Deus — esse deve ser o lema de cada cristão. Como um povo que professa ser reformador, de posse das mais solenes e purificadoras verdades da Palavra de Deus, devemos elevar a norma, muito mais do que está acontecendo agora” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 147).

Perguntas para reflexão

1. Como podemos levar a sério a gravidade do pecado sem cair na armadilha do fanatismo? Como podemos ser obedientes à lei de Deus sem cair no legalismo?

2. Leia Êxodo 20:1-17. De que forma os Dez Mandamentos estão relacionados entre si? Por que, se transgredirmos abertamente um dos mandamentos, provavelmente vamos transgredir os outros também? (Ver Tg 2:11.) Que exemplos você pode encontrar nos quais a transgressão de um dos mandamentos levou à transgressão de outros?

3. As pessoas podem usar a religião a fim de justificar atos errôneos. Não é tão difícil fazer isso, especialmente se a pessoa for propensa a defender o “amor” como padrão supremo para o certo e o errado. Afinal de contas, pense em todas as coisas más feitas sob o pretexto do “amor”. A lei continua a ser uma forma de proteger as pessoas de si mesmas ou de outros? Sem a lei, as pessoas são levadas a seguir no caminho do pecado?

4. De que forma poderíamos confundir os símbolos com a realidade? Por exemplo, como a idolatria pode ser uma forma de se fazer isso? Quais tradições, que são símbolos de verdades espirituais, podem ser confundidas com as próprias verdades que elas representam?

Respostas sugestivas: 1. Devemos considerá-las expressões simbólicas do fato de que a lei de Deus deve reger nossos atos (“dedos”), nossos pensamentos (“coração”) e toda a nossa vida (“pescoço”). 2. A lei ilumina as decisões que temos de tomar e as situações que temos de enfrentar, ajudando-nos a fazer escolhas morais certas. 3. Porque a lei é a vontade de Deus, e Deus é a fonte de nossa vida. 4. A advertência contra a mulher (ou homem) que tenta nos seduzir, e também a advertência mais sutil contra as palavras lisonjeiras, elogiosas, que podem até vir numa roupagem religiosa. 5. Esses versos estão dizendo que, mesmo sendo um ato de desespero, ainda assim o roubo é pecado. 6. O fato de seguir “num instante”, isto é, sem pensar, aquela (ou aquele) que o seduz. 7. O fato de que ela representa o pecado, e o pecado leva à morte.

Lição 2 - Dos ouvidos aos pés

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Sábado à tarde - Ano Bíblico: Gn 8–11


VERSO PARA MEMORIZAR:

“Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos. Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal” (Pv 4:26, 27).




Leituras da Semana:

Pv 4; 1Rs 3:9; Mt 13:44; Pv 5; 1Co 10:13; Pv 6:1-19

A ciência tem demonstrado que a audição afeta nossa maneira de andar e que até nosso equilíbrio é influenciado pelo fato de termos uma audição boa ou ruim. Assim, a instrução ou a educação, isto é, aquilo que ouvimos, exerce uma influência fundamental na nossa maneira de viver. “A sabedoria é a coisa principal”, diz Provérbios 4:7 (ARC).

Contudo, não importa quão boa seja a instrução, é preciso que o estudante preste atenção. Com certa ironia, um professor egípcio declarou que “o ouvido do menino está nas suas costas; ele ouve quando apanha”. (Nas obras de arte egípcias, o estudante era frequentemente representado com grandes orelhas nas costas.)

Não é suficiente apenas conhecer o certo e o errado; precisamos saber escolher o certo em lugar do errado. Adquirir sabedoria consiste em ouvir a instrução correta e seguir e obedecer ao que aprendemos, para que não acabemos andando na direção errada.

Promova em sua igreja a aquisição das Meditações Diárias deste ano, do livro Vida e Ensinos e da assinatura da Revista Adventista.

Domingo Ano Bíblico: Gn 12–15

Ouçam, filhos!


1. Leia Provérbios 4. Que verdade prática é encontrada nesse texto, e como podemos aplicar isso à nossa vida ao procurarmos viver em fidelidade a Deus?

O ato de “ouvir” marca o primeiro passo na educação. No pensamento hebraico, a sede da sabedoria ou da inteligência não está localizada no cérebro, mas nos ouvidos. Isso implica que, antes de procurarmos definir ou resolver um problema, primeiro precisamos ouvi-lo. Para compreender o que ouvimos, precisamos ouvir com atenção. Quando Salomão pediu sabedoria, pediu especificamente “um coração que ouve” (1Rs 3:9, tradução literal).

O primeiro ato de sabedoria, portanto, é “ouvir”, o que sugere que a sabedoria vem de uma fonte externa (nesse caso, os pais). Não podemos descobrir a sabedoria por nós mesmos. No âmbito da sabedoria bíblica não existe o conceito de alguém conseguir obter êxito sozinho. A sabedoria é, antes de tudo, algo que recebemos, não algo que produzimos pela nossa própria competência ou que descobrimos pela nossa própria inteligência e raciocínio. A capacidade de prestar atenção (Pv 4:20, NTLH; no hebraico, “colocar o coração”) subentende o envolvimento do coração. Portanto, a busca da sabedoria não é simplesmente uma tarefa fria e objetiva. O coração, que é o âmago do ser e, no pensamento hebraico, a sede das emoções, tem participação na busca da sabedoria.

2. Leia Mateus 13:44 e Jeremias 29:13. Que ligação você vê entre esses versos e a busca da sabedoria expressa em Provérbios 4? 

Como podemos aprender o lugar e o valor correto das emoções em nossa vida espiritual? Suas emoções já conduziram você para uma direção errada? O que você aprendeu com essas experiências?

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Segunda Ano Bíblico: Gn 16–19

Proteja sua família


Depois que decidimos andar no caminho da sabedoria, ainda precisamos tomar muito cuidado, porque encontraremos obstáculos no trajeto (ver 1Pe 5:8). Um dos maiores perigos que enfrentamos está relacionado à nossa família, que constitui a área mais preciosa, sensível e íntima da vida.

3. Leia Provérbios 5. De quais perigos precisamos nos guardar?

O primeiro perigo está em nós mesmos e tem que ver com nossas palavras. Devemos vigiar nossa língua para ter certeza de que o que dizemos não transmite uma mensagem imprópria nem contraditória. Aquilo que nossos lábios emitem deve estar em harmonia com nosso conhecimento e deve refletir nossa compreensão espiritual.

O segundo perigo vem da outra mulher ou do outro homem que cause interferência na família. Embora o texto se refira ao perigo que vem da mulher “estranha”, a linguagem deve ser entendida em sentido genérico; a tentação pode surgir de outro homem ou de outra mulher. Qualquer dos dois pode seduzir um dos cônjuges a quebrar os votos matrimoniais; e quem já não viu o quanto é destrutivo esse pecado?

De acordo com o texto, a melhor maneira de resistir a essas tentações, que muitas vezes começam com palavras sedutoras, é dar ouvidos às palavras da sabedoria. Quando ouvimos e obedecemos às instruções inspiradas, temos mais chance de permanecer concentrados nos princípios essenciais e, assim, ser protegidos do adultério ou de qualquer outra tentação que surgir em nosso caminho.
Devemos também evitar ir ao lugar em que mora a mulher tentadora (Pv 5:10). Não devemos nem nos aproximar da porta da casa dela (Pv 5:8).

Por fim, talvez a melhor proteção contra a tentação de amar outra mulher, ou outro homem, seja esta: simplesmente ame seu cônjuge, “a esposa [ou o marido] da sua juventude” (Pv 5:18, NVI). O autor de Eclesiastes deu o seguinte conselho: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol” (Ec 9:9). Seja grato pela pessoa que você tem, e assim você não procurará outra.

Leia 1 Coríntios 10:13. Com essa promessa em mente, que medidas práticas e definidas você poderia tomar neste momento a fim de se proteger contra paixões pecaminosas? 

Terça Ano Bíblico: Gn 20–22

Proteja sua amizade


Alguém disse certa vez: “Senhor, protege-me dos meus amigos, pois dos meus inimigos eu consigo cuidar.” O livro de Provérbios contém a preocupação com a vulnerabilidade inerente à amizade; ele nos dá conselhos quanto às maneiras de conservar nossos amigos e também, se necessário, como nos protegermos deles. A palavra hebraica para “amigo” também significa “vizinho”, ou seja, aquele que está perto de nós e que já é ou pode se tornar nosso amigo. A sabedoria bíblica valoriza os relacionamentos humanos e pede que haja consideração e respeito nesses relacionamentos.

4. Leia Provérbios 6:1-5. A que problema Salomão se referiu, e qual é a solução para ele? Que princípio espiritual importante encontramos aqui?

Ao passo que a Torah exorta as pessoas a ajudar os pobres e a emprestar-lhes dinheiro sem cobrar juros (Êx 22:25), a sabedoria nos adverte contra o imprudente apoio financeiro a amigos endividados. O dever da caridade não exclui o dever da justiça (Êx 23:2, 3). Embora precisemos ser generosos quando podemos, seremos sábios se não permitirmos que nossa caridade se transforme num desastre (veja Pv 22:27).

Essa é a razão do sábio conselho que nos é dado no provérbio. A primeira advertência se aplica às nossas palavras. É fundamental que avaliemos a situação e nos certifiquemos de que temos recursos para ajudar nosso amigo. Somente depois disso é que poderemos nos pronunciar e prometer. Na verdade, o afeto do relacionamento ou um momento de emoção podem fazer com que assumamos um compromisso do qual poderemos nos arrepender depois.

Não importa quão bem intencionado você tenha sido, é essencial pensar antes de agir ao comprometer-se com algo que não pode cumprir. Porém, se nos colocamos numa situação difícil, precisamos fazer o que pudermos para resolvê-la, inclusive nos humilharmos, admitirmos nosso erro e pedir que sejamos liberados daquela obrigação.

Como podemos equilibrar nosso desejo de levar as cargas uns dos outros (Gl 6:2) com as palavras que chegam até nós nesse provérbio?

Quarta Ano Bíblico: Gn 23–25

Proteja seu trabalho


5. Leia Provérbios 6:6-8. O que aprendemos com a formiga?

As formigas não só trabalham arduamente (e até mais do que os seres humanos, se compararmos a carga que elas são capazes de levar com a que os seres humanos carregam, em proporção ao peso respectivo de ambos), mas ainda trabalham de forma independente e não precisam ser supervisionadas. A principal razão para trabalharem diligentemente é o futuro. Elas “preveem” os tempos difíceis (o inverno) e se preparam para isso. Portanto, a formiga nos ensina a sabedoria de pensar no futuro ao fazer planos e empreender uma atividade. “Essa é uma questão que exige consideração por parte de todo pai, professor e estudante, todo ser humano, jovem ou idoso. Não pode ser integral nem completo nenhum projeto de negócios ou plano para a vida que apenas compreenda os breves anos da existência presente, e não tome providências para o interminável futuro” (Ellen G. White, Educação, p. 145).

6. Leia Provérbios 6:9-11. O que podemos aprender do contraste entre a formiga e o preguiçoso?

É o preguiçoso que tem algo a aprender com a formiga, e não o contrário: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio” (Pv 6:6). Enquanto as formigas estão trabalhando, o preguiçoso está dormindo. Enquanto as formigas são produtivas na colheita, o preguiçoso fica de braços cruzados, o que é um símbolo de indolência. As formigas se superam, carregando cargas mais pesadas do que elas mesmas e se preparando para o futuro; o preguiçoso vive no presente e se ocupa apenas consigo mesmo.

Embora a indolência e a preguiça sejam condenadas, precisamos também nos lembrar de que a vida não consiste apenas em trabalhar e ganhar dinheiro. De que maneira o sábado, apresentado no contexto da semana de trabalho, nos ajuda a encontrar o equilíbrio?

Quinta Ano Bíblico: Gn 26, 27

Proteja a si mesmo


Após nos advertir sobre os males específicos que ameaçam três áreas da vida (família, contatos sociais e trabalho), Salomão nos dá uma descrição do homem vil. É uma sátira cheia de ironia e de observações psicológicas incisivas. Os dois poemas (Pv 6:12-15 e 16-19) são paralelos e, com o mesmo ritmo poético de sete coisas mencionadas, abrangem os motivos correspondentes das pessoas descritas. O interior do homem vil é retratado como estando ligado aos pensamentos do coração. Ao mesmo tempo, tudo se torna manifesto pelas práticas exteriores.

7. Leia Provérbios 6:14, 18 e Mateus 15:19. Que ideia importante é transmitida nessas passagens?

“Se condescenderes com vãs imaginações, permitindo que a mente se demore em assuntos impuros, serás, em certo sentido, tão culpada perante Ele como se teus pensamentos fossem levados à ação” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 334).

8. Que advertências são dadas em Provérbios 6:12-19? 

As imagens usadas são irônicas. A figura do perverso que anda fazendo o mal aparece depois da imagem do preguiçoso que fica deitado (Pv 6:9-11). As duas atitudes parecem diferentes, mas transmitem a mesma lição. Ambos se concentram em seu próprio interior. Nenhum dos dois está interessado na instrução que vem de fora. Ambos seguem a própria sabedoria e as próprias inclinações. Os preguiçosos estão dormindo, e nem seus ouvidos nem seus pés estão atuando; os homens vis têm apenas os pés e a boca atuando, mas os ouvidos, não. O resultado é o mesmo: ambos serão destruídos.

Entretanto, o mal tem dois efeitos: ele prejudica não só as pessoas contra quem é cometido o pecado, mas também o próprio pecador. Os mentirosos acabarão acreditando em suas mentiras. Também é digno de nota que o resultado final da perversidade é a discórdia e o conflito, que também podem afetar a sociedade. De fato, os efeitos do pecado raras vezes ficam restritos ao pecador, se é que alguma vez isso acontece. Outras pessoas são negativamente afetadas.

Os pecados de outras pessoas já afetaram sua vida? Que lições você pode aprender disso quanto ao cuidado que precisa ter para que seus atos não prejudiquem os outros?

Sexta Ano Bíblico: Gn 28–30

Estudo adicional


Leia, de Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 326-339: “Normas de Moral”; A Ciência do Bom Viver, p. 489-491: “Em Contato com os Outros”; Educação, p. 117-120: “Outras Lições Objetivas”.

“O estudante da Bíblia deve ser ensinado a se aproximar dela no espírito do aprendiz. Devemos pesquisar suas páginas, não à busca de provas com que manter nossas opiniões, mas com o fim de saber o que Deus diz. [...]

“Uma das principais causas de ineficiência mental e fraqueza moral é a falta de concentração [...] Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo, adultos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial, e a mente perde sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (Ellen G. White, Educação, p. 189).

“A habitação que as formigas constroem para si revela habilidade e perseverança. Elas podem carregar tão somente um pequenino grão de cada vez, mas pela diligência e perseverança realizam maravilhas.

“Salomão indica a operosidade da formiga como uma censura aos que desperdiçam suas horas na ociosidade, ou em práticas que corrompem a alma e o corpo. A formiga se prepara para as estações futuras; mas muitos que são dotados das faculdades do raciocínio deixam de se preparar para a futura vida imortal” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 190).

Perguntas para reflexão

1. Como podemos ajudar outros, mesmo a um custo pessoal para nós mesmos? Como vemos o ensino da lição desta semana em contraste com o seguinte verso: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15:13)?

2. Que outras lições podemos extrair do mundo natural para aplicar à nossa vida? Porém, uma vez que estamos neste mundo caído, por que precisamos ser cuidadosos com as lições que extraímos?

3. Leia as sete abominações mencionadas em Provérbios 6:16-19. Por que elas são tão perversas aos olhos de Deus?
Respostas sugestivas: 1. Devemos fazer de tudo para obter a sabedoria, pois dela depende nossa vida; devemos dar ouvidos às palavras sábias e nos afastar do mal. 2. A busca da sabedoria é essencialmente buscar a Deus e ao reino dos Céus. Essa busca deve ser feita com dedicação total e nela devemos colocar todo o coração. 3. Devemos vigiar nossas palavras e fugir do homem ou da mulher que possa vir a se tornar uma ameaça ao nosso casamento. 4. Salomão se refere ao problema de fazermos promessas impensadas que talvez não tenhamos condições de cumprir, especialmente na área financeira. Devemos nos abster dessas promessas, e se já as fizemos devemos reconhecer nosso erro e pedir para ser liberados do compromisso que assumimos. 5. A diligência. 6. A preguiça leva à pobreza. 7. Se permitirmos que nossa mente se demore em pensamentos maus, eles acabarão se transformando em planos maus e, por fim, em atos maus. 8. A perversidade em pensamentos, palavras e atos leva à destruição, pois essas são coisas que o Senhor abomina.