22 de janeiro de 2015

Lição 3 - Uma questão de vida ou morte

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Sábado à tarde - Ano Bíblico: Gn 31–33

VERSO PARA MEMORIZAR:

“O mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida” (Pv 6:23).

Leituras da Semana:

Mt 5:21-30; Pv 6:21; 7:3; 6:23; 7:2; 6:24; 6:30, 31; 7:26, 27 

Dois irmãos foram deixados em casa sozinhos, mas a mãe os advertiu severamente a não comer do bolo que ela havia acabado de assar. Para garantir que os garotos obedeceriam, ela acrescentou a ameaça do castigo.

Depois que ela saiu, os garotos demoraram só alguns minutos para decidir que, de qualquer forma, comeriam o bolo. “Esta não é uma questão de vida ou morte”, raciocinaram. “Nossa mãe nunca nos mataria. Então, vamos comer!”

No entanto, para o mestre que escreveu Provérbios, o assunto do qual ele falava é uma questão de vida ou morte. Sua linguagem é forte e, às vezes, bem vívida. O próprio Jesus usou linguagem muito forte ao falar sobre assuntos que implicam vida eterna ou morte eterna (ver Mt 5:21-30). E não é de admirar. No fim das contas, nosso destino final e eterno tem sua base nas escolhas que fazemos aqui e agora. Portanto, devemos crer na urgência demonstrada pela forte linguagem utilizada pelo autor de Provérbios.

Organize duplas missionárias, pequenos grupos e classes bíblicas em sua igreja. 
Motive os irmãos a levar muitas pessoas para Cristo em 2015!

Domingo Ano Bíblico: Gn 34–36 

A lei em nossa vida


1. Leia Provérbios 6:21 e 7:3. Como devemos entender as imagens corporais usadas nesses textos, em relação à maneira pela qual devemos nos relacionar com a lei de Deus?

Como vimos numa lição anterior, em Provérbios o coração representa a sede das emoções e pensamentos. Ao declarar que devemos atar a lei ao nosso coração (Pv 6:21), o mestre quer dizer que sempre devemos estar em íntima ligação com ela. Em nenhum momento podemos perder esse contato, pois é a lei que define o pecado (Rm 7:7). O mestre também insiste que essa lei até deve ser escrita nas tábuas do coração (Pv 7:3), assim como o Decálogo foi escrito por Deus nas tábuas de pedra (Êx 24:12).

Falar sobre a lei escrita no coração significa que a lei não é apenas um conjunto de regras externas que nos são impostas. Ela deve penetrar em nossos motivos, em nossas intenções secretas, e ser parte de nosso íntimo. Essa é outra expressão de que a promessa paulina de possuirmos “Cristo em [nós], a esperança da glória” (Cl 1:27) seja uma realidade em nossa vida.

Atar a lei ao redor do pescoço também significa que devemos mantê-la junto a nós. As pessoas na antiguidade costumavam amarrar seus pertences preciosos ao pescoço. O pescoço é o lugar por meio do qual o ar vai até os pulmões, permitindo a respiração e a vida. Essa associação de ideias é atestada pela palavra hebraica nephesh (alma), que se refere à “vida” e é derivada de um termo que significa garganta e respiração.

Atar a lei aos dedos significa levar a lei para a esfera dos atos. O sábio se refere aos dedos para sugerir os atos mais delicados e íntimos. A lei deve afetar não só as grandes escolhas que fazemos, mas também as menores (ver Lc 16:10).

Embora o significado bíblico dessas imagens seja puramente simbólico, é digno de nota o fato de que esses símbolos têm sido interpretados de maneira literal nas tradições judaica, cristã e muçulmana. Isso é visto pelo uso dos tefilins judaicos em torno da cabeça e dos dedos, das cruzes cristãs em torno do pescoço e dos rosários muçulmanos (e cristãos) em torno dos dedos.

Os símbolos podem ser úteis, mas por que devemos tomar cuidado para não confundir o símbolo com a realidade que ele representa?

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Segunda Ano Bíblico: Gn 37–39

Luz e vida


2. Leia Provérbios 6:23. De que maneira a lei está relacionada com a “luz”?

Na Bíblia, a palavra de Deus ou Sua lei têm sido comparadas à luz: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para os meus caminhos” (Sl 119:105). Na mentalidade hebraica há uma ligação entre a ideia de “lei” e a “luz”. Assim como a lâmpada ilumina o caminho por onde andamos, a lei nos ajuda a permanecer na trajetória certa, isto é, quando nos depararmos com escolhas morais, ela nos ajudará a saber qual é a escolha certa, mesmo que, às vezes, a razão ou a conveniência pessoal nos tentem a desobedecer à lei.

Que exemplos você pode encontrar na Bíblia dos que escolheram seguir a lei de Deus, apesar das razões para que não fizessem isso? O que podemos aprender com sua obediência? Houve casos em que a escolha de ser fiel parecia errada, pelo menos do ponto de vista humano?

3. Juntamente com Provérbios 6:23, leia Provérbios 7:2. Por que a lei está relacionada à “vida”?

Desde a queda, nossa esperança de vida eterna não pode ser encontrada na lei, mas somente na fé em Cristo. Contudo, a obediência à lei e aos princípios que ela representa continua a desempenhar uma parte central na vida de fé (ver Mt 19:17; Ap 14:12). Obedecemos porque, como o Senhor disse a Israel milhares de anos atrás, “Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 18:4). A lei de Deus está relacionada à “vida” simplesmente pelo fato de Ele ser quem é: a fonte de nossa vida. Esse princípio representa a verdadeira espiritualidade: confiamos em Deus e em Suas promessas com respeito à nossa vida presente, assim como confiamos em Suas promessas com respeito à vida eterna.

Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8:12). Essa maravilhosa promessa tem se cumprido em sua experiência com o Senhor? 

Terça Ano Bíblico: Gn 40–42

Lutando contra a tentação


Como vimos ontem, o autor de Provérbios 6:23, sob a inspiração do Espírito Santo, ligou diretamente a luz e a vida à lei de Deus. No verso seguinte ele deu um exemplo concreto de como a lei, como luz e vida, pode nos oferecer poderosa proteção espiritual.

4. Quais advertências são dadas em Provérbios 6:24?

Quando uma pessoa religiosa é tentada, a maior tentação é encontrar uma razão religiosa para justificar a iniquidade. Usar Deus para racionalizar o mau comportamento não só é uma terrível forma de blasfêmia, mas é um poderoso engano. Afinal de contas, se alguém pensa: “Deus está comigo”, o que você pode dizer como resposta? Essa desculpa pode acontecer até em casos de adultério. “Deus me mostrou que é com esse homem (ou mulher) que eu devo ficar.” Se a pessoa crê nisso, quem ou o que pode superar o que “Deus” mostrou para ela?

Note igualmente que, na passagem, o que atrai não é só a beleza física da mulher. Ela usa a linguagem, palavras lisonjeiras, para atrair a vítima e fazê-la cair em sua armadilha. Com que frequência homens e mulheres foram levados a situações comprometedoras por meio de palavras sutis e sedutoras, às vezes até expressas em linguagem religiosa! O autor do livro de Provérbios procurou nos advertir contra esse engano.

A graça de Deus, que nos capacita a viver segundo a lei, é o antídoto perfeito contra as “lisonjas da mulher alheia”. Somente o Espírito Santo, que imprime em nosso coração o imperativo da lei e o dever da obediência nos ajudarão a resistir às suas palavras sedutoras, que podem parecer tão verdadeiras e belas. Na verdade, a mulher sedutora achará que você não só é bonito, mas também sábio e inteligente. Ela pode até falar sobre as necessidades espirituais que possui; e ironicamente “o amor de Deus” poderia se tornar a justificativa para o pecado.

Por que o compromisso absoluto com Deus e com Sua lei são nossa única proteção verdadeira, até mesmo contra nossa própria mente e suas ilusões?

Quarta Ano Bíblico: Gn 43–45

“Não furtarás”


Logo após sua advertência com respeito ao adultério (Pv 6:24-29), o autor passa a falar sobre outro pecado: o furto (v. 30, 31). A relação entre os dois mandamentos (acerca do furto e do adultério) mostra como a desobediência a um mandamento pode afetar nossa obediência aos outros. A atitude de fazer concessões com relação à lei de Deus, e de escolher os mandamentos da lei a que desejamos obedecer, pode ser ainda mais perigosa do que a completa desobediência à lei. “O mais forte baluarte do vício em nosso mundo não é a vida iníqua do pecador declarado nem do degradado proscrito; é a vida que parece virtuosa, honrada e nobre, mas em que se alimenta um pecado ou se tolera um vício. [...] Aquele que, dotado de altas concepções da vida, verdade e honra, não obstante, transgride voluntariamente um preceito da santa lei de Deus, perverte seus nobres dons, tornando-os chamarizes ao pecado” (Ellen G. White, Educação, p. 150).

5. Leia Provérbios 6:30, 31. O que esses versos dizem sobre o que uma pessoa desesperada pode fazer?

A pobreza e a necessidade não justificam o furto. O ladrão é culpado mesmo quando “rouba para matar a fome” (v. 30, NVI). Embora o ladrão que estiver passando fome não deva ser desprezado, ainda assim precisa restituir sete vezes mais o que roubou; isso mostra que nem mesmo sua situação de desespero justifica o pecado. Por outro lado, a Bíblia insiste que é nosso dever satisfazer as necessidades dos pobres, de forma que eles não se sintam compelidos a roubar para sobreviver (Dt 15:7, 8).

O interessante é que, após passar do adultério para o furto, o texto volta para o adultério (Pv 6:32-35). Os dois pecados têm, na verdade, certa semelhança. Em ambos os casos alguém está ilicitamente tomando o que pertence a outra pessoa. Uma diferença crucial, contudo, entre o furto e o adultério, se encontra no fato de que o primeiro pecado diz respeito apenas à perda de um objeto, enquanto o último diz respeito a algo muito maior. Em alguns casos, a pessoa pode fazer restituição por ter furtado um objeto; já nos casos de adultério, especialmente quando estão envolvidos filhos, o malefício pode ser muito mais grave do que no furto.

‘“Não adulterarás’ (Êx 20:14). Esse mandamento proíbe não somente atos de impureza, mas pensamentos e desejos sensuais, ou qualquer prática com a tendência de os excitar. [...] Cristo, que ensinou a ampla obrigação imposta pela lei de Deus, declarou ser o mau pensamento ou olhar tão verdadeiramente pecado como o é o ato ilícito” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 308). 

Quinta Ano Bíblico: Gn 46, 47

A ameaça de morte


A maioria das pessoas não pensa na morte quando peca, pois tem outras coisas em mente, em geral a gratificação e o prazer imediatos que extraem de seu pecado. Também não ajuda nada o fato de a cultura popular exaltar frequentemente o adultério e outras iniquidades. Em contraste, o livro de Provérbios coloca o pecado na perspectiva correta, e esse conceito foi ecoado por Paulo muitos anos depois: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6:23).

6. Leia Provérbios 7:22, 23. O que torna o adúltero vulnerável à ameaça de morte?

Aquele que “segue” a mulher infiel é descrito como alguém que perdeu sua personalidade e vontade. Já não é capaz de pensar. A expressão “num instante” sugere que ele não concedeu a si mesmo muito tempo para refletir. É comparado a um “boi que vai ao matadouro”, e a um louco que vai “ao castigo das prisões” (ARC), ou a uma “ave que se apressa para o laço”. Nenhum deles percebe que sua vida está ameaçada.

7. Leia Provérbios 7:26, 27. O que torna mortífera a mulher imoral?

É possível que a mulher, aqui, retrate mais do que uma simples adúltera. Na verdade, ela representa valores opostos à sabedoria. Salomão usou essa metáfora para advertir seu aluno contra toda forma de mal. O risco é enorme, pois essa mulher não apenas fere; ela mata, e seu poder é tanto que ela já matou até os mais fortes dentre os homens. Em outras palavras, outros homens antes de você, mais fortes do que você, não conseguiram sobreviver nas mãos dela. A linguagem universal dessa passagem sugere claramente que o autor bíblico estava falando sobre a humanidade em geral. (A palavra hebraica sheol, no texto, não tem nada que ver com o “inferno” segundo a concepção comum; ela designa o lugar em que os mortos estão agora: a sepultura.)

No fim, a ideia principal é que o pecado, quer seja adultério ou alguma outra coisa, leva à aniquilação, o oposto da vida eterna que Deus deseja que todos tenhamos por meio de Cristo Jesus.

Como dissemos na introdução de sábado, não é de admirar que a linguagem seja forte; estamos tratando, literalmente, de questões de vida ou morte.

Sexta Ano Bíblico: Gn 48–50

Estudo adicional


“Satanás oferece aos homens os reinos do mundo se lhe concederem a supremacia. Muitos fazem isso e perdem o Céu. Antes morrer do que pecar! É melhor passar necessidade do que defraudar; melhor passar fome do que mentir” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 495).

“Prefira a pobreza, a ignomínia, a separação dos amigos ou qualquer outro sofrimento, a manchar a vida com o pecado. Antes a morte que a desonra ou a transgressão da lei de Deus — esse deve ser o lema de cada cristão. Como um povo que professa ser reformador, de posse das mais solenes e purificadoras verdades da Palavra de Deus, devemos elevar a norma, muito mais do que está acontecendo agora” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 147).

Perguntas para reflexão

1. Como podemos levar a sério a gravidade do pecado sem cair na armadilha do fanatismo? Como podemos ser obedientes à lei de Deus sem cair no legalismo?

2. Leia Êxodo 20:1-17. De que forma os Dez Mandamentos estão relacionados entre si? Por que, se transgredirmos abertamente um dos mandamentos, provavelmente vamos transgredir os outros também? (Ver Tg 2:11.) Que exemplos você pode encontrar nos quais a transgressão de um dos mandamentos levou à transgressão de outros?

3. As pessoas podem usar a religião a fim de justificar atos errôneos. Não é tão difícil fazer isso, especialmente se a pessoa for propensa a defender o “amor” como padrão supremo para o certo e o errado. Afinal de contas, pense em todas as coisas más feitas sob o pretexto do “amor”. A lei continua a ser uma forma de proteger as pessoas de si mesmas ou de outros? Sem a lei, as pessoas são levadas a seguir no caminho do pecado?

4. De que forma poderíamos confundir os símbolos com a realidade? Por exemplo, como a idolatria pode ser uma forma de se fazer isso? Quais tradições, que são símbolos de verdades espirituais, podem ser confundidas com as próprias verdades que elas representam?

Respostas sugestivas: 1. Devemos considerá-las expressões simbólicas do fato de que a lei de Deus deve reger nossos atos (“dedos”), nossos pensamentos (“coração”) e toda a nossa vida (“pescoço”). 2. A lei ilumina as decisões que temos de tomar e as situações que temos de enfrentar, ajudando-nos a fazer escolhas morais certas. 3. Porque a lei é a vontade de Deus, e Deus é a fonte de nossa vida. 4. A advertência contra a mulher (ou homem) que tenta nos seduzir, e também a advertência mais sutil contra as palavras lisonjeiras, elogiosas, que podem até vir numa roupagem religiosa. 5. Esses versos estão dizendo que, mesmo sendo um ato de desespero, ainda assim o roubo é pecado. 6. O fato de seguir “num instante”, isto é, sem pensar, aquela (ou aquele) que o seduz. 7. O fato de que ela representa o pecado, e o pecado leva à morte.

Lição 2 - Dos ouvidos aos pés

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Sábado à tarde - Ano Bíblico: Gn 8–11


VERSO PARA MEMORIZAR:

“Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos. Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal” (Pv 4:26, 27).




Leituras da Semana:

Pv 4; 1Rs 3:9; Mt 13:44; Pv 5; 1Co 10:13; Pv 6:1-19

A ciência tem demonstrado que a audição afeta nossa maneira de andar e que até nosso equilíbrio é influenciado pelo fato de termos uma audição boa ou ruim. Assim, a instrução ou a educação, isto é, aquilo que ouvimos, exerce uma influência fundamental na nossa maneira de viver. “A sabedoria é a coisa principal”, diz Provérbios 4:7 (ARC).

Contudo, não importa quão boa seja a instrução, é preciso que o estudante preste atenção. Com certa ironia, um professor egípcio declarou que “o ouvido do menino está nas suas costas; ele ouve quando apanha”. (Nas obras de arte egípcias, o estudante era frequentemente representado com grandes orelhas nas costas.)

Não é suficiente apenas conhecer o certo e o errado; precisamos saber escolher o certo em lugar do errado. Adquirir sabedoria consiste em ouvir a instrução correta e seguir e obedecer ao que aprendemos, para que não acabemos andando na direção errada.

Promova em sua igreja a aquisição das Meditações Diárias deste ano, do livro Vida e Ensinos e da assinatura da Revista Adventista.

Domingo Ano Bíblico: Gn 12–15

Ouçam, filhos!


1. Leia Provérbios 4. Que verdade prática é encontrada nesse texto, e como podemos aplicar isso à nossa vida ao procurarmos viver em fidelidade a Deus?

O ato de “ouvir” marca o primeiro passo na educação. No pensamento hebraico, a sede da sabedoria ou da inteligência não está localizada no cérebro, mas nos ouvidos. Isso implica que, antes de procurarmos definir ou resolver um problema, primeiro precisamos ouvi-lo. Para compreender o que ouvimos, precisamos ouvir com atenção. Quando Salomão pediu sabedoria, pediu especificamente “um coração que ouve” (1Rs 3:9, tradução literal).

O primeiro ato de sabedoria, portanto, é “ouvir”, o que sugere que a sabedoria vem de uma fonte externa (nesse caso, os pais). Não podemos descobrir a sabedoria por nós mesmos. No âmbito da sabedoria bíblica não existe o conceito de alguém conseguir obter êxito sozinho. A sabedoria é, antes de tudo, algo que recebemos, não algo que produzimos pela nossa própria competência ou que descobrimos pela nossa própria inteligência e raciocínio. A capacidade de prestar atenção (Pv 4:20, NTLH; no hebraico, “colocar o coração”) subentende o envolvimento do coração. Portanto, a busca da sabedoria não é simplesmente uma tarefa fria e objetiva. O coração, que é o âmago do ser e, no pensamento hebraico, a sede das emoções, tem participação na busca da sabedoria.

2. Leia Mateus 13:44 e Jeremias 29:13. Que ligação você vê entre esses versos e a busca da sabedoria expressa em Provérbios 4? 

Como podemos aprender o lugar e o valor correto das emoções em nossa vida espiritual? Suas emoções já conduziram você para uma direção errada? O que você aprendeu com essas experiências?

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Segunda Ano Bíblico: Gn 16–19

Proteja sua família


Depois que decidimos andar no caminho da sabedoria, ainda precisamos tomar muito cuidado, porque encontraremos obstáculos no trajeto (ver 1Pe 5:8). Um dos maiores perigos que enfrentamos está relacionado à nossa família, que constitui a área mais preciosa, sensível e íntima da vida.

3. Leia Provérbios 5. De quais perigos precisamos nos guardar?

O primeiro perigo está em nós mesmos e tem que ver com nossas palavras. Devemos vigiar nossa língua para ter certeza de que o que dizemos não transmite uma mensagem imprópria nem contraditória. Aquilo que nossos lábios emitem deve estar em harmonia com nosso conhecimento e deve refletir nossa compreensão espiritual.

O segundo perigo vem da outra mulher ou do outro homem que cause interferência na família. Embora o texto se refira ao perigo que vem da mulher “estranha”, a linguagem deve ser entendida em sentido genérico; a tentação pode surgir de outro homem ou de outra mulher. Qualquer dos dois pode seduzir um dos cônjuges a quebrar os votos matrimoniais; e quem já não viu o quanto é destrutivo esse pecado?

De acordo com o texto, a melhor maneira de resistir a essas tentações, que muitas vezes começam com palavras sedutoras, é dar ouvidos às palavras da sabedoria. Quando ouvimos e obedecemos às instruções inspiradas, temos mais chance de permanecer concentrados nos princípios essenciais e, assim, ser protegidos do adultério ou de qualquer outra tentação que surgir em nosso caminho.
Devemos também evitar ir ao lugar em que mora a mulher tentadora (Pv 5:10). Não devemos nem nos aproximar da porta da casa dela (Pv 5:8).

Por fim, talvez a melhor proteção contra a tentação de amar outra mulher, ou outro homem, seja esta: simplesmente ame seu cônjuge, “a esposa [ou o marido] da sua juventude” (Pv 5:18, NVI). O autor de Eclesiastes deu o seguinte conselho: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol” (Ec 9:9). Seja grato pela pessoa que você tem, e assim você não procurará outra.

Leia 1 Coríntios 10:13. Com essa promessa em mente, que medidas práticas e definidas você poderia tomar neste momento a fim de se proteger contra paixões pecaminosas? 

Terça Ano Bíblico: Gn 20–22

Proteja sua amizade


Alguém disse certa vez: “Senhor, protege-me dos meus amigos, pois dos meus inimigos eu consigo cuidar.” O livro de Provérbios contém a preocupação com a vulnerabilidade inerente à amizade; ele nos dá conselhos quanto às maneiras de conservar nossos amigos e também, se necessário, como nos protegermos deles. A palavra hebraica para “amigo” também significa “vizinho”, ou seja, aquele que está perto de nós e que já é ou pode se tornar nosso amigo. A sabedoria bíblica valoriza os relacionamentos humanos e pede que haja consideração e respeito nesses relacionamentos.

4. Leia Provérbios 6:1-5. A que problema Salomão se referiu, e qual é a solução para ele? Que princípio espiritual importante encontramos aqui?

Ao passo que a Torah exorta as pessoas a ajudar os pobres e a emprestar-lhes dinheiro sem cobrar juros (Êx 22:25), a sabedoria nos adverte contra o imprudente apoio financeiro a amigos endividados. O dever da caridade não exclui o dever da justiça (Êx 23:2, 3). Embora precisemos ser generosos quando podemos, seremos sábios se não permitirmos que nossa caridade se transforme num desastre (veja Pv 22:27).

Essa é a razão do sábio conselho que nos é dado no provérbio. A primeira advertência se aplica às nossas palavras. É fundamental que avaliemos a situação e nos certifiquemos de que temos recursos para ajudar nosso amigo. Somente depois disso é que poderemos nos pronunciar e prometer. Na verdade, o afeto do relacionamento ou um momento de emoção podem fazer com que assumamos um compromisso do qual poderemos nos arrepender depois.

Não importa quão bem intencionado você tenha sido, é essencial pensar antes de agir ao comprometer-se com algo que não pode cumprir. Porém, se nos colocamos numa situação difícil, precisamos fazer o que pudermos para resolvê-la, inclusive nos humilharmos, admitirmos nosso erro e pedir que sejamos liberados daquela obrigação.

Como podemos equilibrar nosso desejo de levar as cargas uns dos outros (Gl 6:2) com as palavras que chegam até nós nesse provérbio?

Quarta Ano Bíblico: Gn 23–25

Proteja seu trabalho


5. Leia Provérbios 6:6-8. O que aprendemos com a formiga?

As formigas não só trabalham arduamente (e até mais do que os seres humanos, se compararmos a carga que elas são capazes de levar com a que os seres humanos carregam, em proporção ao peso respectivo de ambos), mas ainda trabalham de forma independente e não precisam ser supervisionadas. A principal razão para trabalharem diligentemente é o futuro. Elas “preveem” os tempos difíceis (o inverno) e se preparam para isso. Portanto, a formiga nos ensina a sabedoria de pensar no futuro ao fazer planos e empreender uma atividade. “Essa é uma questão que exige consideração por parte de todo pai, professor e estudante, todo ser humano, jovem ou idoso. Não pode ser integral nem completo nenhum projeto de negócios ou plano para a vida que apenas compreenda os breves anos da existência presente, e não tome providências para o interminável futuro” (Ellen G. White, Educação, p. 145).

6. Leia Provérbios 6:9-11. O que podemos aprender do contraste entre a formiga e o preguiçoso?

É o preguiçoso que tem algo a aprender com a formiga, e não o contrário: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio” (Pv 6:6). Enquanto as formigas estão trabalhando, o preguiçoso está dormindo. Enquanto as formigas são produtivas na colheita, o preguiçoso fica de braços cruzados, o que é um símbolo de indolência. As formigas se superam, carregando cargas mais pesadas do que elas mesmas e se preparando para o futuro; o preguiçoso vive no presente e se ocupa apenas consigo mesmo.

Embora a indolência e a preguiça sejam condenadas, precisamos também nos lembrar de que a vida não consiste apenas em trabalhar e ganhar dinheiro. De que maneira o sábado, apresentado no contexto da semana de trabalho, nos ajuda a encontrar o equilíbrio?

Quinta Ano Bíblico: Gn 26, 27

Proteja a si mesmo


Após nos advertir sobre os males específicos que ameaçam três áreas da vida (família, contatos sociais e trabalho), Salomão nos dá uma descrição do homem vil. É uma sátira cheia de ironia e de observações psicológicas incisivas. Os dois poemas (Pv 6:12-15 e 16-19) são paralelos e, com o mesmo ritmo poético de sete coisas mencionadas, abrangem os motivos correspondentes das pessoas descritas. O interior do homem vil é retratado como estando ligado aos pensamentos do coração. Ao mesmo tempo, tudo se torna manifesto pelas práticas exteriores.

7. Leia Provérbios 6:14, 18 e Mateus 15:19. Que ideia importante é transmitida nessas passagens?

“Se condescenderes com vãs imaginações, permitindo que a mente se demore em assuntos impuros, serás, em certo sentido, tão culpada perante Ele como se teus pensamentos fossem levados à ação” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 334).

8. Que advertências são dadas em Provérbios 6:12-19? 

As imagens usadas são irônicas. A figura do perverso que anda fazendo o mal aparece depois da imagem do preguiçoso que fica deitado (Pv 6:9-11). As duas atitudes parecem diferentes, mas transmitem a mesma lição. Ambos se concentram em seu próprio interior. Nenhum dos dois está interessado na instrução que vem de fora. Ambos seguem a própria sabedoria e as próprias inclinações. Os preguiçosos estão dormindo, e nem seus ouvidos nem seus pés estão atuando; os homens vis têm apenas os pés e a boca atuando, mas os ouvidos, não. O resultado é o mesmo: ambos serão destruídos.

Entretanto, o mal tem dois efeitos: ele prejudica não só as pessoas contra quem é cometido o pecado, mas também o próprio pecador. Os mentirosos acabarão acreditando em suas mentiras. Também é digno de nota que o resultado final da perversidade é a discórdia e o conflito, que também podem afetar a sociedade. De fato, os efeitos do pecado raras vezes ficam restritos ao pecador, se é que alguma vez isso acontece. Outras pessoas são negativamente afetadas.

Os pecados de outras pessoas já afetaram sua vida? Que lições você pode aprender disso quanto ao cuidado que precisa ter para que seus atos não prejudiquem os outros?

Sexta Ano Bíblico: Gn 28–30

Estudo adicional


Leia, de Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 326-339: “Normas de Moral”; A Ciência do Bom Viver, p. 489-491: “Em Contato com os Outros”; Educação, p. 117-120: “Outras Lições Objetivas”.

“O estudante da Bíblia deve ser ensinado a se aproximar dela no espírito do aprendiz. Devemos pesquisar suas páginas, não à busca de provas com que manter nossas opiniões, mas com o fim de saber o que Deus diz. [...]

“Uma das principais causas de ineficiência mental e fraqueza moral é a falta de concentração [...] Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo, adultos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial, e a mente perde sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (Ellen G. White, Educação, p. 189).

“A habitação que as formigas constroem para si revela habilidade e perseverança. Elas podem carregar tão somente um pequenino grão de cada vez, mas pela diligência e perseverança realizam maravilhas.

“Salomão indica a operosidade da formiga como uma censura aos que desperdiçam suas horas na ociosidade, ou em práticas que corrompem a alma e o corpo. A formiga se prepara para as estações futuras; mas muitos que são dotados das faculdades do raciocínio deixam de se preparar para a futura vida imortal” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 190).

Perguntas para reflexão

1. Como podemos ajudar outros, mesmo a um custo pessoal para nós mesmos? Como vemos o ensino da lição desta semana em contraste com o seguinte verso: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15:13)?

2. Que outras lições podemos extrair do mundo natural para aplicar à nossa vida? Porém, uma vez que estamos neste mundo caído, por que precisamos ser cuidadosos com as lições que extraímos?

3. Leia as sete abominações mencionadas em Provérbios 6:16-19. Por que elas são tão perversas aos olhos de Deus?
Respostas sugestivas: 1. Devemos fazer de tudo para obter a sabedoria, pois dela depende nossa vida; devemos dar ouvidos às palavras sábias e nos afastar do mal. 2. A busca da sabedoria é essencialmente buscar a Deus e ao reino dos Céus. Essa busca deve ser feita com dedicação total e nela devemos colocar todo o coração. 3. Devemos vigiar nossas palavras e fugir do homem ou da mulher que possa vir a se tornar uma ameaça ao nosso casamento. 4. Salomão se refere ao problema de fazermos promessas impensadas que talvez não tenhamos condições de cumprir, especialmente na área financeira. Devemos nos abster dessas promessas, e se já as fizemos devemos reconhecer nosso erro e pedir para ser liberados do compromisso que assumimos. 5. A diligência. 6. A preguiça leva à pobreza. 7. Se permitirmos que nossa mente se demore em pensamentos maus, eles acabarão se transformando em planos maus e, por fim, em atos maus. 8. A perversidade em pensamentos, palavras e atos leva à destruição, pois essas são coisas que o Senhor abomina.

Lição 1 - O chamado da sabedoria 27 de dezembro a 3 de janeiro

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Sábado à tarde - Ano Bíblico: Gn 8–11


VERSO PARA MEMORIZAR:

“Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos. Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal” (Pv 4:26, 27).




Leituras da Semana:

Pv 4; 1Rs 3:9; Mt 13:44; Pv 5; 1Co 10:13; Pv 6:1-19

A ciência tem demonstrado que a audição afeta nossa maneira de andar e que até nosso equilíbrio é influenciado pelo fato de termos uma audição boa ou ruim. Assim, a instrução ou a educação, isto é, aquilo que ouvimos, exerce uma influência fundamental na nossa maneira de viver. “A sabedoria é a coisa principal”, diz Provérbios 4:7 (ARC).

Contudo, não importa quão boa seja a instrução, é preciso que o estudante preste atenção. Com certa ironia, um professor egípcio declarou que “o ouvido do menino está nas suas costas; ele ouve quando apanha”. (Nas obras de arte egípcias, o estudante era frequentemente representado com grandes orelhas nas costas.)

Não é suficiente apenas conhecer o certo e o errado; precisamos saber escolher o certo em lugar do errado. Adquirir sabedoria consiste em ouvir a instrução correta e seguir e obedecer ao que aprendemos, para que não acabemos andando na direção errada.

Promova em sua igreja a aquisição das Meditações Diárias deste ano, do livro Vida e Ensinos e da assinatura da Revista Adventista.

Domingo Ano Bíblico: Gn 12–15

Ouçam, filhos!


1. Leia Provérbios 4. Que verdade prática é encontrada nesse texto, e como podemos aplicar isso à nossa vida ao procurarmos viver em fidelidade a Deus?

O ato de “ouvir” marca o primeiro passo na educação. No pensamento hebraico, a sede da sabedoria ou da inteligência não está localizada no cérebro, mas nos ouvidos. Isso implica que, antes de procurarmos definir ou resolver um problema, primeiro precisamos ouvi-lo. Para compreender o que ouvimos, precisamos ouvir com atenção. Quando Salomão pediu sabedoria, pediu especificamente “um coração que ouve” (1Rs 3:9, tradução literal).

O primeiro ato de sabedoria, portanto, é “ouvir”, o que sugere que a sabedoria vem de uma fonte externa (nesse caso, os pais). Não podemos descobrir a sabedoria por nós mesmos. No âmbito da sabedoria bíblica não existe o conceito de alguém conseguir obter êxito sozinho. A sabedoria é, antes de tudo, algo que recebemos, não algo que produzimos pela nossa própria competência ou que descobrimos pela nossa própria inteligência e raciocínio. A capacidade de prestar atenção (Pv 4:20, NTLH; no hebraico, “colocar o coração”) subentende o envolvimento do coração. Portanto, a busca da sabedoria não é simplesmente uma tarefa fria e objetiva. O coração, que é o âmago do ser e, no pensamento hebraico, a sede das emoções, tem participação na busca da sabedoria.

2. Leia Mateus 13:44 e Jeremias 29:13. Que ligação você vê entre esses versos e a busca da sabedoria expressa em Provérbios 4? 

Como podemos aprender o lugar e o valor correto das emoções em nossa vida espiritual? Suas emoções já conduziram você para uma direção errada? O que você aprendeu com essas experiências?

Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/ 

Segunda Ano Bíblico: Gn 16–19

Proteja sua família


Depois que decidimos andar no caminho da sabedoria, ainda precisamos tomar muito cuidado, porque encontraremos
obstáculos no trajeto (ver 1Pe 5:8). Um dos maiores perigos que enfrentamos está relacionado à nossa família, que
constitui a área mais preciosa, sensível e íntima da vida.

3. Leia Provérbios 5. De quais perigos precisamos nos guardar?

O primeiro perigo está em nós mesmos e tem que ver com nossas palavras. Devemos vigiar nossa língua para ter certeza
de que o que dizemos não transmite uma mensagem imprópria nem contraditória. Aquilo que nossos lábios emitem deve
estar em harmonia com nosso conhecimento e deve refletir nossa compreensão espiritual.

O segundo perigo vem da outra mulher ou do outro homem que cause interferência na família. Embora o texto se refira
ao perigo que vem da mulher “estranha”, a linguagem deve ser entendida em sentido genérico; a tentação pode surgir
de outro homem ou de outra mulher. Qualquer dos dois pode seduzir um dos cônjuges a quebrar os votos matrimoniais;
e quem já não viu o quanto é destrutivo esse pecado?

De acordo com o texto, a melhor maneira de resistir a essas tentações, que muitas vezes começam com palavras
sedutoras, é dar ouvidos às palavras da sabedoria. Quando ouvimos e obedecemos às instruções inspiradas, temos mais
chance de permanecer concentrados nos princípios essenciais e, assim, ser protegidos do adultério ou de qualquer outra
tentação que surgir em nosso caminho.
Devemos também evitar ir ao lugar em que mora a mulher tentadora (Pv 5:10). Não devemos nem nos aproximar da
porta da casa dela (Pv 5:8).

Por fim, talvez a melhor proteção contra a tentação de amar outra mulher, ou outro homem, seja esta: simplesmente
ame seu cônjuge, “a esposa [ou o marido] da sua juventude” (Pv 5:18, NVI). O autor de Eclesiastes deu o seguinte
conselho: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol”
(Ec 9:9). Seja grato pela pessoa que você tem, e assim você não procurará outra.

Leia 1 Coríntios 10:13. Com essa promessa em mente, que medidas práticas e definidas você poderia tomar neste
momento a fim de se proteger contra paixões pecaminosas? 

Terça Ano Bíblico: Gn 20–22 

Proteja sua amizade


Alguém disse certa vez: “Senhor, protege-me dos meus amigos, pois dos meus inimigos eu consigo cuidar.” O livro de
Provérbios contém a preocupação com a vulnerabilidade inerente à amizade; ele nos dá conselhos quanto às maneiras
de conservar nossos amigos e também, se necessário, como nos protegermos deles. A palavra hebraica para “amigo”
também significa “vizinho”, ou seja, aquele que está perto de nós e que já é ou pode se tornar nosso amigo. A
sabedoria bíblica valoriza os relacionamentos humanos e pede que haja consideração e respeito nesses relacionamentos.

4. Leia Provérbios 6:1-5. A que problema Salomão se referiu, e qual é a solução para ele? Que princípio
espiritual importante encontramos aqui?

Ao passo que a Torah exorta as pessoas a ajudar os pobres e a emprestar-lhes dinheiro sem cobrar juros (Êx 22:25), a
sabedoria nos adverte contra o imprudente apoio financeiro a amigos endividados. O dever da caridade não exclui o dever
da justiça (Êx 23:2, 3). Embora precisemos ser generosos quando podemos, seremos sábios se não permitirmos que nossa
caridade se transforme num desastre (veja Pv 22:27).

Essa é a razão do sábio conselho que nos é dado no provérbio. A primeira advertência se aplica às nossas palavras.
É fundamental que avaliemos a situação e nos certifiquemos de que temos recursos para ajudar nosso amigo. Somente
depois disso é que poderemos nos pronunciar e prometer. Na verdade, o afeto do relacionamento ou um momento de
emoção podem fazer com que assumamos um compromisso do qual poderemos nos arrepender depois.

Não importa quão bem intencionado você tenha sido, é essencial pensar antes de agir ao comprometer-se com algo
que não pode cumprir. Porém, se nos colocamos numa situação difícil, precisamos fazer o que pudermos para resolvê-la,
inclusive nos humilharmos, admitirmos nosso erro e pedir que sejamos liberados daquela obrigação.

Como podemos equilibrar nosso desejo de levar as cargas uns dos outros (Gl 6:2) com as palavras que chegam até nós
nesse provérbio?

Quarta Ano Bíblico: Gn 23–25

Proteja seu trabalho


5. Leia Provérbios 6:6-8. O que aprendemos com a formiga?

As formigas não só trabalham arduamente (e até mais do que os seres humanos, se compararmos a carga que elas são
capazes de levar com a que os seres humanos carregam, em proporção ao peso respectivo de ambos), mas ainda
trabalham de forma independente e não precisam ser supervisionadas. A principal razão para trabalharem diligentemente
é o futuro. Elas “preveem” os tempos difíceis (o inverno) e se preparam para isso. Portanto, a formiga nos ensina a
sabedoria de pensar  no futuro ao fazer planos e empreender uma atividade. “Essa é uma questão que exige
consideração por parte de todo pai, professor e estudante, todo ser humano, jovem ou idoso. Não pode ser integral
nem completo nenhum projeto de negócios ou plano para a vida que apenas compreenda os breves anos da existência
presente, e não tome providências para o interminável futuro” (Ellen G. White, Educação, p. 145).

6. Leia Provérbios 6:9-11. O que podemos aprender do contraste entre a formiga e o preguiçoso?

É o preguiçoso que tem algo a aprender com a formiga, e não o contrário: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso,
considera os seus caminhos e sê sábio” (Pv 6:6). Enquanto as formigas estão trabalhando, o preguiçoso está dormindo.
Enquanto as formigas são produtivas na colheita, o preguiçoso fica de braços cruzados, o que é um símbolo de indolência.
As formigas se superam, carregando cargas mais pesadas do que elas mesmas e se preparando para o futuro; o
preguiçoso vive no presente e se ocupa apenas consigo mesmo.

Embora a indolência e a preguiça sejam condenadas, precisamos também nos lembrar de que a vida não consiste apenas
em trabalhar e ganhar dinheiro. De que maneira o sábado, apresentado no contexto da semana de trabalho, nos ajuda
a encontrar o equilíbrio?

Quinta Ano Bíblico: Gn 26, 27

Proteja a si mesmo


Após nos advertir sobre os males específicos que ameaçam três áreas da vida (família, contatos sociais e trabalho), Salomão nos dá uma descrição do homem vil. É uma sátira cheia de ironia e de observações psicológicas incisivas. Os dois poemas (Pv 6:12-15 e 16-19) são paralelos e, com o mesmo ritmo poético de sete coisas mencionadas, abrangem os motivos correspondentes das pessoas descritas. O interior do homem vil é retratado como estando ligado aos pensamentos do coração. Ao mesmo tempo, tudo se torna manifesto pelas práticas exteriores.

7. Leia Provérbios 6:14, 18 e Mateus 15:19. Que ideia importante é transmitida nessas passagens?

“Se condescenderes com vãs imaginações, permitindo que a mente se demore em assuntos impuros, serás, em certo sentido, tão culpada perante Ele como se teus pensamentos fossem levados à ação” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 334).

8. Que advertências são dadas em Provérbios 6:12-19? 

As imagens usadas são irônicas. A figura do perverso que anda fazendo o mal aparece depois da imagem do preguiçoso que fica deitado (Pv 6:9-11). As duas atitudes parecem diferentes, mas transmitem a mesma lição. Ambos se concentram em seu próprio interior. Nenhum dos dois está interessado na instrução que vem de fora. Ambos seguem a própria sabedoria e as próprias inclinações. Os preguiçosos estão dormindo, e nem seus ouvidos nem seus pés estão atuando; os homens vis têm apenas os pés e a boca atuando, mas os ouvidos, não. O resultado é o mesmo: ambos serão destruídos.

Entretanto, o mal tem dois efeitos: ele prejudica não só as pessoas contra quem é cometido o pecado, mas também o próprio pecador. Os mentirosos acabarão acreditando em suas mentiras. Também é digno de nota que o resultado final da perversidade é a discórdia e o conflito, que também podem afetar a sociedade. De fato, os efeitos do pecado raras vezes ficam restritos ao pecador, se é que alguma vez isso acontece. Outras pessoas são negativamente afetadas.

Os pecados de outras pessoas já afetaram sua vida? Que lições você pode aprender disso quanto ao cuidado que precisa ter para que seus atos não prejudiquem os outros?

Sexta Ano Bíblico: Gn 28–30

Estudo adicional


Leia, de Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 326-339: “Normas de Moral”; A Ciência do Bom Viver, p. 489-491: “Em Contato com os Outros”; Educação, p. 117-120: “Outras Lições Objetivas”.

“O estudante da Bíblia deve ser ensinado a se aproximar dela no espírito do aprendiz. Devemos pesquisar suas páginas, não à busca de provas com que manter nossas opiniões, mas com o fim de saber o que Deus diz. [...]

“Uma das principais causas de ineficiência mental e fraqueza moral é a falta de concentração [...] Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo, adultos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial, e a mente perde sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (Ellen G. White, Educação, p. 189).

“A habitação que as formigas constroem para si revela habilidade e perseverança. Elas podem carregar tão somente um pequenino grão de cada vez, mas pela diligência e perseverança realizam maravilhas.

“Salomão indica a operosidade da formiga como uma censura aos que desperdiçam suas horas na ociosidade, ou em práticas que corrompem a alma e o corpo. A formiga se prepara para as estações futuras; mas muitos que são dotados das faculdades do raciocínio deixam de se preparar para a futura vida imortal” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 190).

Perguntas para reflexão

1. Como podemos ajudar outros, mesmo a um custo pessoal para nós mesmos? Como vemos o ensino da lição desta semana em contraste com o seguinte verso: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15:13)?

2. Que outras lições podemos extrair do mundo natural para aplicar à nossa vida? Porém, uma vez que estamos neste mundo caído, por que precisamos ser cuidadosos com as lições que extraímos?

3. Leia as sete abominações mencionadas em Provérbios 6:16-19. Por que elas são tão perversas aos olhos de Deus?
Respostas sugestivas: 1. Devemos fazer de tudo para obter a sabedoria, pois dela depende nossa vida; devemos dar ouvidos às palavras sábias e nos afastar do mal. 2. A busca da sabedoria é essencialmente buscar a Deus e ao reino dos Céus. Essa busca deve ser feita com dedicação total e nela devemos colocar todo o coração. 3. Devemos vigiar nossas palavras e fugir do homem ou da mulher que possa vir a se tornar uma ameaça ao nosso casamento. 4. Salomão se refere ao problema de fazermos promessas impensadas que talvez não tenhamos condições de cumprir, especialmente na área financeira. Devemos nos abster dessas promessas, e se já as fizemos devemos reconhecer nosso erro e pedir para ser liberados do compromisso que assumimos. 5. A diligência. 6. A preguiça leva à pobreza. 7. Se permitirmos que nossa mente se demore em pensamentos maus, eles acabarão se transformando em planos maus e, por fim, em atos maus. 8. A perversidade em pensamentos, palavras e atos leva à destruição, pois essas são coisas que o Senhor abomina.

O Regime Cristão II

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porco assado
Porque com fogo e com a sua espada entrará o Senhor em juízo com toda a carne; e os mortos do Senhor serão multiplicados.
Os que se santificam, e se purificam, nos jardins uns após outros; os que comem carne de porco, e a abominação, e o rato, juntamente serão consumidos, diz o Senhor.
Isaías 66:16-17
Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.
Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.
2 Pedro 3:10-13

5 de janeiro de 2015

Estudo Bíblico – Deus Revela o Seu Amor

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Curso deus Revela o Seu de amor
Estudo Bíblico - Deus Revela o Seu Amor (. Com o Pr Roberto Rabello)
Jesus Cristo E o Tema DOS NOSSOS ESTUDOS centrais. Sua vida e ensinamentos de São uma base de Nossa Fé. He identificou-se amplamente com a Família humana Ao assumir a Nossa Natureza e Viver Como Um homem here Neste Mundo. Hoje, apesar de Estar no Céu, He Quer viver em Seu Coração e Transformar a SUA vida.
Assista ágora MESMO o primeiro- iro VÍDEO E COMECE SEUS ESTUDOS.
02 - Um Papai Bíblia: http://youtu.be/-Lc5McH8p6U 
03 - A Oração eA Fé: http://youtu.be/H3KliFWiAII 
04 - Os Sinais da Volta de Jesus: http://youtu.be/XOu1KzmXkJg 
05 - A Volta de Jesus: http://youtu.be/d-Cv2xsmvkk 
06 - A Origem do Mal: http://youtu.be/x7m69MGzFpU 
07 - A Salvação: http://youtu.be/oKURjLxlPXA 
08 - O Perdão: http://youtu.be/HcfcOCIO9Dw 
09 - O Juízo: http://youtu.be/F_di485jTNU 
10 - A Lei de Deus: http: // youtu.be/I9uI5T-AOwc 
11 - O Dia do Descanso: http://youtu.be/VpE4Vh_dSo8 
12 - A Guarda do Sábado: http://youtu.be/uPE_4_cIXTI 
14 - A Igreja: http://youtu.be/5QzMghbkrFw 
15 - O Dom de Profecia: http://youtu.be/ipzhSK-HHws 
16 - O Batismo: http://youtu.be/ OC5bfeEEnsg 
17 - O Sustento da Igreja: http://youtu.be/3SJSwH9GiVg 
18 - A Hora de Dizer "Sim" para Jesus: http://youtu.be/PJqbacCCSok 
19 - A Nova Terra: http: // youtu. ser / ejMewy3PPCM 
20 - O Milênio: http://youtu.be/Z0J4P1YWngY 
21 - Espíritos Enganadores: http://youtu.be/V9vTZSTDQ2g 
22 - Saúde Total: http://youtu.be/qxaJVRcjNS8 
23 - Vida Cristã: http://youtu.be/HxuM7p3snMo 
24 - O Santuário: http://youtu.be/bOcmKRxbPbU 
25 - O Pecado Imperdoável: http://youtu.be/2j7rYnrPk2s 
 

Encontre Uma Igreja Adventista do Sétimo Dia proximo a casa sua: http://www.encontreumaigreja.com.br/
Deus o abençoe.

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